18/02/2012 - Fazendeiro diz que viveu momentos de terror com índios no Xingu

 

“Senti um frio na espinha que percorreu todo o meu corpo, senti naquele momento que eles estavam dispostos a nos matar”. Foi assim que começou o desabafo do pecuarista Fleurimar Ferreira que também é proprietário de um rancho em uma área de aproximadamente 2 alqueires próximo ao Rio Xingu, onde foi invadido por índios  Caiapós no dia 3 de fevereiro. Segundo o pecuarista, ele teria ido até o local depois de receber algumas ligações informando que um grupo de Índios estaria invadindo ranchos e uma pousada que estava fechada no local.

 

Ele conta que chegando no local perceberam de imediato uma camionete carregada com motores, barcos, freezers e outros produtos que os índios teriam furtado dos ranchos, inclusive de uma pousada conhecida como Pousada Trairão, que esta fechada a mais de um ano. Segundo Fleorimar Ferreira os índios pegaram os motores e canoas da pousada que inclusive estavam com lacres do IBAMA.

 

“Nós tivemos a informação de que os índios estavam invadindo e roubando tudo que é nosso lá, aí pensei em ir lá e retirar as minhas coisas, mas quando chegamos a situação era diferente, os índios estavam ameaçando pra valer”, contou Ferreira.

 

O proprietário rural ainda contou que cerca de 40 índios estavam no local e a maioria fortemente armados com espingardas calibre 12 e 20. “Os índios começaram a sair de dentro da mata e todos com armas, eles chegaram a encostar a arma na minha costela, eu pensei que ia morrer, nossa sorte foi que o Major Castelo soube conduzir a conversa para que nenhuma tragédia ocorresse”, contou assustado o pecuarista.

 

A área onde fazendeiros têm os ranchos fica próxima a uma fazenda, e segundo Fleurimar os ranchos ficam em áreas particulares e os proprietários são juízes, empresários e fazendeiros. “As pessoas que tem os ranchos lá, são pessoas de bem, nós não invadimos nada compramos e é uma área onde passamos um final de semana para descansar e passar as horas, e os índios vieram nos roubar e armar todo esse circo”, explicou ele.

 

A área onde os índios invadiram fica a cerca de 27 quilômetros da Vila da Paz onde moram aproximadamente 100 famílias, o vilarejo pertence ao município de Vila Rica. A Tribo dos Caiapós ficava próxima a 400 quilômetros do local onde estava sendo invadido, não havendo nenhuma reserva indígena no local.

 

“Os índios pediam a presença da FUNAI ou da Polícia Federal, foram momentos de terror, eles intimidaram nós, foram até a Vila da Paz deram tiros assustando e intimidando os moradores, numa área particular e não em uma área indígena”, explicou.

 

No dia 12 os Índios fizeram refém um funcionário da Funai que estava sobrevoando o local pra ver o que estava acontecendo, os indígenas pediam a presença da Polícia Federal e exigiam a presença do presidente da Funai.

 

De acordo com informações extras oficiais a Polícia Federal estaria a caminho da região para ver de perto a situação. O funcionário da Funai que estaria amarrado, teria sido libertado.

 

“É um descaso o que está acontecendo passou mais de 13 dias e não apareceu a Polícia Federal, não tinha aparecido nenhum representante da FUNAI, os índios estavam todos armados e com armamento pesado e até agora nada foi feito, os índios só tem direitos, mas e os deveres?”, questionou Ferreira.

 

A área onde existe a pousada e também os ranchos são propriedades particulares e não pertencem a nenhuma reserva indígena, os índios estariam em uma briga na tentativa de aumentar ainda mais a reserva indígena pegando aquele pedaço de terra que beira o rio Xingu.

 

Os conflitos indígenas na região acontecem com frequência, a menos de 2 meses houve um outro confronto no Assentamento Porto Velho onde os índios reivindicam posse, porque segundo eles os fazendeiros estariam tomando posse de área indígena.

 

Camila Nalevaiko

O Repórter do Araguaia

Comentários

Data: 10/11/2016

De: vitima

Assunto: Indignação

Caro observador , vc tem toda razao até hoje esses ´´ indios´´ fazem pessoas refens lá, roubaram meu barco com motor com todas minhas coisas, aprisionaram-nos e logo em seguida nos pos em um barranco e ficou com arma na nossas costa com os dizeres ´´ nos mata ou nao mata?´´ . com muito custo o caçique que é outro vagabundo nos liberou ,mais nao devolveu nada..

Data: 18/02/2012

De: Observador

Assunto: Indignação

Até quando vamos ter que ver esse tipo de reportagem, esse descaso das autoridades nesses casos, essa violência e ameaças por parte dos índios que se acham acima de tudo e de todos? Por quê as autoridades fecham os olhos para o crescente número de armas de fogo nas mãos de índios que não respeitam nenhum tipo de lei? Como esses índios conseguem munições para essas armas? Quem fornece essas armas?
Na maioria dos casos são os próprio agentes da Funai e funcionários de outros órgãos que trabalham diretamente com os índios que fornecem armas e munições. As autoridades têm que começar a investigar esses casos para evitar um conflito armado, que está na cara que vai acontecer e ninguém quer ver.

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