18/06/2015 - Reforma da AL prevê economizar R$ 57 mi e quitar restos a pagar

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou que a reforma a reforma administrativa da Casa prevê uma redução de gastos de R$ 57 milhões para 2015.

Botelho, que preside a comissão de parlamentares que faz, desde fevereiro, um estudo técnico para conter despesas e reduzir o quadro de funcionários, disse que os cortes são necessários para ajudar a Mesa Diretora a quitar restos a pagar, de R$ 37 milhões, deixados pela gestão passada do Legislativo.

Apesar de o processo ainda não estar concluído, Botelho afirmou que parte dos estudos feitos pela comissão já foi implantada pelo presidente da Casa, deputado Guilherme Maluf (PSDB).

“A reforma administrativa já está em andamento. Tudo que vem ocorrendo na Assembleia tem indicação da nossa comissão. Então, os trabalhos da Mesa Diretora estão sendo feita com base nas proposituras da reforma”, afirmou.

“Nós vamos fazer cortes de R$ 57 milhões na Assembleia. Herdamos em restos a pagar cerca de R$ 37 milhões. Esse valor precisa ser pago. São contas que já vinham sendo realizadas, gastos com a imprensa, com reforma e ampliação, e assim por diante”, disse.

O deputado afirmou que, entre os cortes previstos na Assembleia, estão gastos com gráfica e combustível.

“Gastamos R$ 30 milhões com gráfica, apenas no ano passado. Neste ano, a previsão é gastar apenas R$ 8 milhões. Gastamos ainda R$ 40 milhões com reforma e ampliação da Assembleia, mas neste ano a previsão é de R$ 10 milhões”, afirmou.

“Vamos ter economia com combustível, com o fundo de suprimento, que gastou em torno de R$ 3 milhões em 2014. Sugerimos a extinção desse fundo, uma vez que houve questionamentos do Ministério Público”, disse.

Novas demissões

Segundo Eduardo Botelho, a reforma administrativa da Assembleia Legislativa prevê ainda a substituição de parte dos comissionados por servidores de carreira.

No início de fevereiro, Guilherme Maluf chegou a demitir, de uma vez, mais de 800 servidores temporários. No entanto, já recontratou mais de 700 pessoas.

Para que a redução de temporários ocorra, Botelho afirmou que a Casa deve contratar uma empresa para ajudar em um estudo detalhado da folha de pagamento.

“Embora não esteja dentro do que tínhamos proposto, houve uma redução do número de contratados comissionados. A redução deve ficar em torno de 20%. Esperávamos que ficasse em torno de 30%, mas a Mesa entendeu que esse é um número de demissão muito grande. Vamos chegar nesta porcentagem ao longo do tempo”, afirmou.

“Estamos sugerindo a contratação de uma empresa para fazer um estudo mais detalhado da folha de pagamento e outras questões da reforma. Passamos a proposta da Fundação Getúlio Vargas e de outras empresas, mas quem decide é a Meda Diretora”, completou.

 

 

Douglas Trielli 
Da Redação

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