18/06/2015 - "Wilson é a prova viva que TCE não poupa corruptos", diz conselheiro

Relator das contas de 2014 do Governo do Estado, o conselheiro Antônio Joaquim não poupou críticas h´apouco ao deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que criticou a aprovação unânime referente ao último ano da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). De acordo com Antônio Joaquim, o tucano "“fala demais".

 

Segundo o conselheiro, o líder do governador Pedro Taques (PDT) na Assembleia Legislativa não se pauta nem pela coerência nem pela Justiça ao criticar o Tribunal de Contas. Ele explicou que tribunal analisou apenas os aspectos "macro-constitucionais, legais, fiscais, orçamentários e programados do exercício de 2014", não julgando questões que envolvem possíveis vícios, desvios, fraudes ou corrupção. “O problema é que estamos falando de coisas diferentes. Quem não entende isso ou é analfabeto político ou está com má fé. Ou fala demais, o que é o caso do Wilson Santos. No caso do Wilson é isso. Na vida dele é assim. Ele sempre falou muito e pediu desculpas depois. A questão de avaliar a execução orçamentária virá depois. Nas contas de gestão, é que se apura se houve superfaturamento ou obras de má qualidade, além de desvios e outras falhas”, afirmou o conselheiro.

 

Antônio Joaquim lembrou que a emissão de parecer favorável nas contas de um gestor público não o exime ou seus auxiliares sofram condenações futuras. O conselheiro citou, inclusive, um caso envolvendo o próprio deputado, na época em que foi prefeito de Cuiabá.

 

Wilson Santos, as empresas Conspavi e Três Irmãos, juntamente com servidores, tiveram bens e contas bloqueadas na ordem de R$ 23 milhões por fraudes na licitação e execução do Rodoanel, cotorno rodoviário de Cuiabá. “Ter as contas aprovadas não quer dizer que o gestor não pode ser punido depois. O próprio Wilson Santos é um exemplo disso. Nós aprovamos as contas dele, enquanto esteve à frente da Prefeitura de Cuiabá, o que não impediu a Justiça de condená-lo pelas falcatruas cometidas por ele no período em que ele esteve à frente do Palácio Alencastro. As lambanças dele foram detectadas na análise da ordenação de despesas. Ou seja, Wilson é a prova viva de que que o TCE não tolera os corruptos cumprindo seu papel de mandar para os orgãos competentes investigar os indícios”, assinalou.

 

Antônio Joaquim condenou a postura de Wilson Santos ao questionar a aprovação das contas de governo de Silval Barbosa no exercício de 2014. Segundo o conselheiro, o deputado estadual sofre de “incontinência verbal”. “Ele é boquirroto, fala sem pensar e sofre de incontinência verbal. O histórico dele não permite que ele critique absolutamente ninguém. O Wilson Santos está tentando desqualificar uma dezena de auditores que passaram 60 dias debruçados nesses documentos. Ele está querendo desqualificar também todos os conselheiros desta casa. Em resumo, ele quer desqualificar o TCE, mas não vai conseguir isso até porque não tem a mínima moral para isso”, completou, ao ratificar o parecer de que a gestão anterior fechou com superávit financeiro de R$ 377 milhões.

 

ABSURDO

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, o tucano teceu duras críticas ao parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado, que aprovou o balancete do Governo, desconsiderando o parecer do Ministério Público de Contas, que foi pela rejeição. Ele considerou a analise dos conselheiros como um “absurdo e aberração”. “O Ministério Público de Contas, auxiliado pelos técnicos daquela Casa, sugeriu a reprovação das contas relativas ao orçamento de 2014, tendo em vista essas dezenas de absurdos. O MP, de maneira técnica, reproduziu o que a sociedade mato-grossense pensa em relação ao exercício 2014 do Governo”, assinalou.

 

 

 
Da Redação

 

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