18/08/2015 - Falsa médica é presa em Centro de Saúde de Cuiabá

Andressa Quadros Alba, 28 anos, foi detida na manhã desta segunda-feira (17), acusada de atuar com cadastro falso de médica. Ela estaria utilizando um número de inscrição do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM/MT), falso para trabalhar, porque não tem certificado de conclusão do curso de medicina.

De acordo com o boletim de ocorrências da Polícia Militar, a mulher foi detida na sala de consulta do Centro de Saúde do bairro Grande Terceiro. Ela atua no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) - DST/Aids. A suspeita atendia um paciente quando foi detida.

Ainda conforme a PM, a diretoria do Centro informou que já existe uma investigação contra a mulher. Levada para a 2ª Delegacia do Carumbé, A.Q.A confessou o crime, alegando que pagou R$ 2 mil reais a um homem, que se ofereceu para fazer o registro no CRM temporariamente, e que por estar passando por dificuldades, entregou os documentos e aceitou.

Ela disse ainda que está sofrendo perseguição de pessoas influentes, e que o diploma de graduação não é falso, e que ocorreu um problema no registro do CRM. A suspeita contou ainda que foi contratada pela Prefeitura de Cuiabá, como médica.

CRM - A advogada do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, Mariely Ferreira Macedo, relatou que recebeu informações de que uma mulher estaria atuando como médica psiquiatra, com registro do estado de Goías. No início do mês, um médico fiscal foi até a unidade de saúde e conversou com a suspeita, que procurou o CRM para regularizar a situação. Entretanto, a mulher mudou de ideia, e pediu os documentos de volta. Com a cópia, o CRM entrou em contato com a universidade onde ela disse ter cursado medicina, que informou que o documento era falso, e que a mesma nunca fez parte do quadro de alunos. 

A Secretaria Municipal de Saúde e a coordenação da unidade foram informadas sobre o fato. Em relato, a coordenadora do SAE, contou que foi comunicada no dia 12 de agosto, e que desmarcou a agenda da falsa médica. A mulher compareceu na unidade de sáude 2 dias depois, mas não teria atendido nenhum paciente.

 

Izabel Barrizon, repórter do GD

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