18/09/2013 - Estradeiro da BR-158 chega ao fim e reivindica melhorias para escoar safra do Araguaia

A manutenção rodoviária, o derrocamento do Vale de São Lourenço e a implantação de portos continuam sendo gargalos identificados durante o Estradeiro

 

Após percorrer cerca de 4.700 km, o Estradeiro Aprosoja pela BR-158 chegou à Cuiabá, destino final. A caravana composta por produtores, representantes da entidade, do Movimento Pró-Logística, da Agrosatélite, empresa do grupo Agroconsult que monitora a atividade agrícola por meio de imagens de satélite no país, passou por rodovias federais e estaduais no estados de  Mato Grosso, Pará, Tocantins e Goiás. Além disso, o grupo realizou visitas estratégicas às eclusas de Tucuruí-PA e ao terminal rodoferroviário de Colinas-TO.

 

O vale do Araguaia já planta hoje 1,2 milhão de hectares. Entretanto, ainda tem 3,2 milhões de hectares de áreas que atualmente são pastagens, mas que estão, aos poucos, sendo transformadas em lavouras. Em breve serão cerca de 4,5 milhões de hectares produzindo grãos. Em pouco tempo, a região do Araguaia, que por muitas vezes é considerada o “Vale dos Esquecidos”, se tornará uma das regiões mais importantes do estado graças à abundância de área para lavoura e o desenvolvimento logístico futuro..

 

Quando a pavimentação de todos os trechos estiver concluída, a BR-158 se tornará uma importante e viável alternativa para o escoamento da safra da região. Com a logística favorecida pela rodovia completamente asfaltada, os agricultores poderão direcionar a produção para o porto de Marabá, no Pará, que está a 500 quilômetros da região. “Chegamos ao final de mais um Estradeiro e sabemos que ainda estamos no começo de um grande trabalho. Teremos que continuar fazendo uma constante mobilização para conclusão e manutenção das pontes e pavimentos da BR-158 nos próximos três anos, que é o prazo para a conclusão do porto de Marabá”, afirmou Roger Augusto Rodrigues, diretor administrativo da Aprosoja.

 

Hoje, grande parte da produção do Araguaia vai para o porto de Santos, a mais de 1.700 quilômetros de distância. Com a rodovia em boas condições, o escoamento até os portos do Norte do país e à ferrovia Norte-Sul, em Colinas (TO) poderá ser viabilizado. “Temos alternativas para escoar, basta que o governo faça seu papel de recuperação de rota rodoviária”, afirmou o diretor executivo do Movimento Pro-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

 

Para o engenheiro agrícola e mestre em sensoriamento remoto da Agrosatélite, Joel Risso, o Estradeiro proporcionou enriquecimento do trabalho de pesquisa e compilação do banco de dados da empresa. “Pude identificar áreas de expansão agrícola, além de conversar com o produtor e ver de perto a condição das estradas. Os dados que coletei in loco vão complementar as imagens que conseguimos por meio de satélites”, finalizou.

Reivindicação - Nesta segunda o diretor executivo do Movimento Pro-logística, Edeon Vaz Ferreira, vai apresentar ao diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trasnportes (Dnit), General Jorge Fraxe, alguns dados parciais identificados durante o Estradeiro. Posteriormente será elaborado um relatório multimídia detalhado, que será entregue às autoridades responsáveis.

 

Escrito por assessoria APROSOJA  

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