18/09/2015 - Desembargador pede para ser investigado

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marcos Machado, entregou nesta quinta-feira (17) um pedido de abertura de uma sindicância para apurar a própria conduta, após a divulgação de conversas telefônicas entre ele e o ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB).

As escutas feitas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no telefone do ex-governador mostram Machado conversando com Silval após a prisão de Roseli Barbosa, ex-primeira dama de Mato Grosso. Em um dos diálogos o magistrado diz: "estamos aí aguardando caso precise de algum diálogo. Isso é importante". Silval responde "ok" em seguida.

Além de pedir uma abertura de sindicância para investigar o próprio comportamento, Machado ressalta que a questão não é institucional e que ele mesmo se manifestará por meio do seu advogado.

"Constituí advogado no dia de ontem para obter traslado completo dos autos investigatórios e requer a instauração de Sindicância contra mim para apuração do fato veiculado pela mídia local, que atribui suposta tentativa de influência exercida pelo o ex-governador Silval Barbosa em favor de sua esposa", trecho do documento.

O desembargador destaca também que não tem condição psicológica para participar da sessão administrativa do Tribunal Pleno desta quinta-feira.

Saiba mais sobre o caso 

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marcos Machado, negou na noite desta quarta-feira (16) qualquer tipo de tráfico de influência para favorecer a ex-primeira dama, Roseli Barbosa, presa na Operação Ouro de Tolo.

Conversas telefônicas mantidas entre ele e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que estava com sigilo telefônico quebrado por ordem judicial, foram gravadas e divulgadas à imprensa.

Machado afirmou que os diálogos se resumem a uma análise de implicações jurídicas, sem emitir opinião como magistrado. “Prestei minha solidariedade, nada além disso", informou ao lembrar que o habeas corpus foi inclusive negado pelo TJ e em uma Câmara da qual não é integrante.

 

 

Fernanda Escouto, repórter do GD

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário