18/11/2015 - AL estoura em 32% gastos com pessoal; Executivo e TCE também

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso gastou R$ 254 milhões em 8 meses, extrapolando o limite com pessoal em R$ 62 milhões, considerando o valor previsto de R$ 192 milhões. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (17) no parlamento pelo secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, durante a apresentação das Metas Fiscais do 2º Quadrimestre de 2015.

O vice-presidente da AL, deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PR) contestou os dados e apontou equívocos nos números. Segundo o parlamentar, a soma não incluiu os gastos com decisões judiciais, rescisões trabalhistas e servidores inativos nos cálculos.

"Iremos sentar com o secretário de Fazenda pra esclarecer esses números. Caso contrário haverá demissões e outros cortes pra reduzir gastos. Mas não creio que tenhamos extrapolado o limite por que esta Casa está economizando e cortando despesas desde o início do ano".

Conforme as informações de cumprimentos das Metas Fiscais, a AL extrapolou em 32% o limite de Responsabilidade Fiscal. Nininho questionou. "Estamos dentro da margem entre 51% a 54%. Restaram ainda 2% ou 3% para atingir o limite".

Brustolin, ao ser questionado sobre as ponderações da AL, adiantou que nos próximos dias técnicos do parlamento e da Fazenda irão cruzar informações para saber se existe equívoco. 

Nininho alegou que a Casa reduziu quadro de funcionários e demais despesas. "Quero fazer uma defesa em nome desta gestão que está cuidando com responsabilidade do orçamento e a prova disso é que devolvemos dinheiro para o Executivo no valor de R$ 20 milhões e ainda estão previstas mais devoluções que chegará em R$ 100 milhões", disse Nininho, que aproveitou o momento para criticar o governo do Estado quanto a morosidade em licitar as compras das ambulâncias com os recursos devolvidos do parlamento.

Outros poderes que estouraram o limite com folha de pagamento foi o próprio Executivo em R$ 5.557,2 bilhões, sendo que o previsto era R$ 5.318,2 bilhões e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) que gastou R$ 166,5 milhões, enquanto a previsão era de até 133,5 milhões.

 

 

Fernanda Leite, repórter do GD

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário