19/01/2016 - Denúncias “sem provas” vazam à imprensa e são contestadas dentro do próprio MP

19/01/2016 - Denúncias “sem provas” vazam à imprensa e são contestadas dentro do próprio MP

As acusações e as exposições dos nomes dos ex-prefeitos de Cuiabá, Wilson Santos, hoje deputado estadual pelo PSDB, e Chico Galindo não foram bem aceitas dentro do próprio Ministério Público Estadual (MPE). Pelo menos um promotor de Justiça desaprovou a maneira como a notícia vazou para a imprensa de forma especulativa e sensacionalista, sem uma fato concreto e comprovado e muito antes de profundas investigações. “Esse tipo de acusação está virando um festival de besteiras. Uma coisa imunda, absurda, abominável”, alardeou o promotor que pediu para nãos ser identificado. “Ai tem cheiro de extorsão”, ironiza.

Explicando que não está reprovando essas denúncias, muito menos essas investigações, mas sim todas as denúncias e investigações que são repassadas para a imprensa antes das conclusões, quando elas ainda não foram finalizadas. Ou seja, sem que tudo esteja comprovado. Uma coisa concreta. 

As acusações, segundo a reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News apurou, foram feitas de maneira aleatória pelo empresário 
Robinson Todeschini, proprietário da empresa Constil Construções e Terraplanagens, que tem como sócio o também empresário Bruno Simoni, que representa o pai dele, o empresário João Simoni, fundador da Constil junto com Robinson.

Na realidade, segundo reportagem também apurou, assim como Bruno, Robinson também representa a mãe dele, também dona da empresa junto com o pai. E é ai que entra a desconfiança do promotor, principalmente porque ele afirma que conhece a verdadeira história de fundação da 
Constil, com sede em Várzea Grande.

Uma fonte ligada ao próprio 
Robinson, confirmou na manhã desta segunda-feira, 18, que já houve uma auditoria contábil dentro da Constil por determinação do próprio Robinson, mas nada de errado foi encontrado. Ou seja, todas as contas da empresa estavam corretas. E na época as desconfianças de fraudes do empresário foram desmentidas.

Na realidade, o promotor não está contra as investigações, que segundo ele, devem e precisam ser feitas. O que não pode, segundo ele, é sem nenhum tipo de prova, nem documental, muito menos uma gravação de vídeo e áudio. Sem apuração nenhuma, logo de cara alguém mandar para a imprensa.

“A imprensa não tem culpa em divulgar, até porque foi aberto um inquérito civil com acusações. Com acusações, e não com comprovações, pois pelo que eu sei, e até porque nada foi publicado nada sobre provas, o denunciante que acusa o outro sócio, não apresentou nenhuma prova. Só falou e contou uma história, que ninguém sabe se é verdadeira ou mentirosa”, explicou a nossa fonte.

“Eu conheço essa história e essa briga dentro da 
Constil. Meu pai é muito amigo do senhor João. Pelo que contam dentro da própria empresa, o Robison queria R$ 30 ou 40 milhões para por fim à sociedade. Isso teria tido um efeito de extorsão, pois as finanças da empresa estavam de mal a pior e o Robinson sabia disso muito bem”, prossegue.

- Mas como essa história, segundo o promotor, assim como todas as histórias e denúncias, o MP precisa se aprofundar nas investigações, até porque também existem investigações dentro da 
Operação Ararath da Polícia Federal envolvendo o ex-secretário Eder de Moraes com essa mesma empresa. Mas é preciso investigar.

“Comprovar, para depois publicar na imprensa o que é verdade e o que é mentira. E não apenas especulações do denunciante para levar vantagem em alguma coisa. Até porque são denúncias sérias, que colocam em risco a credibilidade de dois homens públicos, que até prova em contrário precisam ser respeitados”, concluiu.

A reportagem ainda questionou por que o promotor preferiu não se identificar? Ele justificou. Para não criar mais polêmica, principalmente entre meus colegas. Sei que muita gente vai entender minha posição, até porque, muitos promotores como eu, e até juízes são contra a divulgação de investigações ainda em andamento. Isso prejudica os trabalhos e antecipa um julgamento e pode prejudicar muitas pessoas inocentes”.

A reportagem tentou conversar e ouvir as versões de 
Robinson Todeschini, de Bruno e João Simomi, mas não os localizamos. Os ex-prefeitos Chico Galindo e Wilson Santos também não foram localizados. 

 

 

 

José Ribamar Trindade

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