19/02/2014 - Major reage a assalto e é executado a tiros em Várzea Grande; PM procura assaltantes

Um major aposentado da Polícia Militar, identificado como oficial  Claudemir Gaspareto, foi morto durante um suposto  assalto, por volta das 21h desta terça-feira, 18, no bairro Planalto Ipiranga, em Várzea Grande. O comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Adriano Nerci Denardi, informou que ele preliminarmente trabalha com a tese de um suposto latrocíniuo. Ele estaria chegando a sua residência quando foi  atacado. Os bandidos estariam interessados em roubar o veículo dele.  Os criminosos, dois homens, pelo menos, teriam batido contra a traseira do veículo do major quando ele chegava em casa, usando uma EcoSport vermelha.  O major teria trocado tiros com os ladrões ao perceber a prática. 

“Ele acabou reagindo e foi atingindo, mas como tudo aconteceu há pouco são poucas as informações. Cabe a nós, nesse momento, darmos uma resposta e já acionamos o nosso Serviço Reservado e estamos a procura dos assaltantes”, declarou à reportagem do Olhar Direto. Pelo menos cinco disparos foram feitos contra o oficial. 

De acordo com informações do 4º Batalhão, o major chegou a ser encaminhado até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG), mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu. Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML ) se desloca nesse momento até a unidade de saúde para buscar o corpo e dar os encaminhamentos legais para liberação. A delegada Silvia Pauluzzi, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também está no local coletando informações.  O major fez parte do staff de segurança do ex-governador Blairo Maggi. 

No ano de 2011, quando o major residia no bairro Alberto Canelas, também em Várzea Grande, ele teve sua residência invadida e chegou a matar um dos ladrões na ação, identificado como Djon Robert Luna de Carvalho, 24 anos, com um disparo no  tórax. Um segundo criminoso, identificado como Jailto Oliveira de Arruda, 19 anos, foi atingido com um tiro na perna.  A tese de vingança é uma das suspeitas da família de Claudemir que possui membros também na Polícia Judiciária Civil. 

 

Patrícia Neves

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