19/02/2014 - Vereadores protagonizam cenas de escândalos

A sessão ordinária desta terça-feira (18), na Câmara Municipal de Cuiabá foi um verdadeiro "show de horror" com direito a troca de farpas e acusações. Vereadores protagonizaram cenas lamentáveis, usando palavras de baixo calão e até ofendendo a moralidade do outro. Além de Toninho de Souza (PSD) e Mário Nadaf (PV), Domingos Sávio (SDD) e Renivaldo Nascimento (PDT), também usaram da tribuna para se atacarem. Sávio não gostou da fala do colega parlamentar, em entrevista que ele concedeu a imprensa, e o atacou.

Nascimento, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a atuação da CAB Cuiabá, insinuou que o requerimento feito por Domingos e o vereador Haroldo Kuzai (SDD), pedindo a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a Agência Municipal de Regulação dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Cuiabá (Amaes), teria sido motivada por interesses eleitorais. Os parlamentares encaminharam o requerimento a Prefeitura, para que o Executivo solicitasse a Procuradoria Geral, meios legais que peçam a destituição da diretoria da Amaes.

O pedetista teria dito ainda, que cabe a ele, enquanto presidente da CPI, encaminhar este tipo de requerimento ao Executivo. Sávio, por sua vez, não concordou e disse que tem legitimidade de requerer, independente dos trabalhos da Comissão.

“Não pode ter duas finalidades um pedido de CPI e a sua CPI é direcionada a CAB Cuiabá. A Amaes só pode ser destituída através de um processo administrativo, não depende de CPI. Tendo ou não a sua CPI esse requerimento ia ser solicitado. O senhor foi muito infeliz em nos atacar pela imprensa, dizendo que nós só queremos holofotes. Eu não sou candidato a deputado. Eu jamais falaria que seu trabalho a frente da CPI ocorre porque o senhor só quer holofotes. O senhor foi muito infeliz nessa fala. Fui eleito para fiscalizar, independente de CPI, eu tenho legitimidade, como qualquer outro vereador tem legitimidade de solicitar informações. Eu, Toninho de Souza e o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), fomos os únicos a ir contra essa corja que está no comando da Amaes e essa corja da CAB Cuiabá, então eu tenho legitimidade”, criticou Sávio.

Domingos ainda zombou de Renivaldo, tirando gargalhas dos presentes que acompanhavam a sessão, dizendo que vai solicitar uma procuração para fechar a Câmara e só deixar Renivaldo representando a Casa. “Eu vou até solicitar uma procuração aos demais pares e a gente fecha a Câmara e fica só o senhor representando. O senhor não foi eleito sozinho, não, vereador. Agora, ninguém pode tocar no assunto, porque a CPI é sua”, ironizou.

Em sua defesa, Nascimento também usou da tribuna e disse que não havia citado Sávio nominalmente, mas que a atitude do parlamentar foi um claro sinal que "a carapuça serviu". O pedetista questionou o fato de ele ter entrado na Justiça, para conseguir instaurar a CPI no Legislativo. Nascimento disse ainda que nas oitivas realizadas com o Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon) de Mato Grosso e também com a presidente da Amaes, Karla Lavratti, nenhum vereador participou. “Engraçado, convidamos todos os vereadores a participar das oitivas, que contou inclusive, com a presidente Karla Lavrattti. Qual vereador que apareceu para questionar? É muito fácil subir na tribuna e fazer esse discurso. Eu gostaria de saber onde está o requerimento, com as assinaturas para implantar a CPI. Tivemos que entrar com mandato de segurança para instaurar essa CPI, através da Justiça que conseguimos, com muita luta”.

Sávio novamente usou da tribuna para rebater o colega. “Eu protocolei o requerimento aqui (apontou para a Mesa Diretora). O senhor deve perguntar para o João Emanuel (presidente a época). Eu não colhi as assinaturas e coloquei no bolso não”.

 

Lis Ramalho

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