18/02/2016 - Mais de 100 alunos não começam a estudar por falta de cadeiras em MT

18/02/2016 - Mais de 100 alunos não começam a estudar por falta de cadeiras em MT

Pelo menos 120 alunos não puderam começar o ano letivo na Escola Estadual Heliodoro Capistrano da Silva, no Bairro Parque Cuiabá, na capital, por falta de mesas, cadeiras, quadros e ventiladores em três salas recém-construídas. Turmas do 9º ano do ensino fundamental e 3° ano do ensino médio foram orientadas a irem todos os dias na escola para conferir se aulas começaram, segundo o pai de um aluno.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou ao G1 que os móveis e ventiladores devem ser entregues na unidade até o final da tarde desta quarta-feira (17).


“Aumentou a demanda de alunos na escola. Enviamos um pedido e o estado construiu mais três salas. Nós matriculamos alunos nessas novas vagas. Entregaram a obra no final do ano passado, mas começamos o ano letivo sem mesas, cadeiras, quadros e ventiladores. Já informamos a Secretaria de Educação, que prometeu resolver nosso impedimento de dar aulas o mais rápido o possível”, disse Ednilson Gonçalves, diretor de ensino da escola.

As aulas deveriam ter começado nesta segunda-feira (15), mas, ao chegarem na escola, os alunos foram dispensados e sem data certa para o início do ano letivo. Ao questionar os responsáveis pela escola, o analista financeiro e pai de um aluno do 9º ano, Wellinton de Figueiredo, disse ter recebido a informação de que o quadro de professores e a falta de móveis das salas comprometeram o início das aulas.

“Eles mandaram a gente voltar todos os dias para ver se as aulas já tinham voltado. Não acho isso justo, nem todo mundo mora ao lado da escola para perder a viagem. Mesmo que cheguem as carteiras, não temos certeza de que os ventiladores serão instalados, neste calor não colocarei meu filho num lugar sem ventilação. É desumano”, disse Wellinton.

O diretor da escola afirmou que também faltam professores, assim como em quatro municípios mato-grossenses, cujo ano letivo não iniciou ainda por esse déficit no quatro de professores, mas, segundo ele, por motivos de licenças diversas.

Para Wellinton, a Heliodoro Capistrano é uma das escolas referência na região do Coxipó e que nunca tinha tido problemas semelhantes. “Meu filho estuda lá há quatro anos. A escola é ótima, tem uma boa estrutura nas salas de aula, ar-condicionado. Nós só queremos respostas sobre essas novas salas. Uma data certa de quando as aulas devem voltar”, contou.

 

 

G1

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