19/02/2016 - Grávida que denunciou hospital dá a luz

19/02/2016 - Grávida que denunciou hospital dá a luz

A grávida Clélia Alves Dantas, 35, ganhou bebê na última segunda-feira (15), no Hospital Santa Helena, em Cuiabá. Ela recebeu alta na manhã de quarta-feira (17) e a reportagem do GD foi lá para acompanhar a saída do hospital.

 

Clélia Dantas, informa que José Fernando, nasceu com 48 centímetros, pesando 3,3 quilos e muito saudável. "Eu voltei ao hospital, porque o médico, Vitor Hugo marcou a cirurgia para este dia e me garantiu que desta vez a laqueadura seria 100%".

 

A irmã Aparecida Alves Dantas, 39, acompanhou Clélia no hospital e nos contou que ela foi muito bem recebida e que a cesárea ocorreu tudo bem.

 

"Quando denunciamos o hospital a primeira vez, foi porque a médica plantonista não quis dar o atendimento adequado a minha irmã. Além disso, ela disse que nós estávamos a ameaçando, só que a única coisa que queríamos era ser atendidas dignamente como fomos agora", explicou.

 

O médico obstetra, Adilson Massoni, que deu alta para Clélia relatou que a cirurgia foi bem tranquila e que a laqueadura feita desta vez, foi o corte das extremidades da trompa.

 

Ele destacou que Clélia não tem hérnia frontal, como foi diagnosticada anteriormente, ela sofre de diástase de reto abdominal (é uma manifestação clínica visível na parte do meio da barriga, onde se observa uma abertura ou abaulamento da região, principalmente durante esforços. Ela ocorre mais comumente em mulheres que passaram por diversas gestações, que acaba "empurrando" os músculos abdominais para os lados).

 

Adilson explica que músculo reto abdominal funciona como duas longas cintas que sustentam a região anterior do abdômen, desde o processo xifóide (parte de baixo do osso do peito) até o osso púbico (parte do meio da bacia). Quando os dois músculos se distanciam, a parte entre eles fica sem sustentação e acaba abaulando a região.

 

" Infelizmente, não é possível prevenir a diástase, mas manter o espaçamento entre as gestações em pelo menos dois anos e realizar exercícios físicos que fortaleçam a região pode reduzir as chances". 


O médico informa que se persistir a diástase, Clélia só poderá passar por alguma cirurgia após 4 meses da cesárea. "A tendência do corpo dela é voltar ao normal após esse período, então devemos aguardar para avaliar futuramente".

 

Clélia finaliza agradecendo aos médicos e enfermeiras do hospital Santa Helena, por tê-la tratado com amor e carinho. "Desta vez, não posso deixar de agradecer ao hospital pelo atendimento, porque fui muito bem tratada".

 

Entenda o caso

Clélia procurou a reportagem do GD no dia 13 de janeiro, para denunciar o hospital Santa Helena por descaso no atendimento.

 

A grávida relatou que descobriu a gestação no 5º mês de gravidez, quando estava se preparando para uma uma cirurgia de hérnia frontal. "Após o nascimento do meu quarto filho, o médico do Santa Helena fez uma cirurgia de laqueadura das trompas e então eu nunca imaginava que pudesse estar grávida".

Clélia contou que durante os dois anos não usava método contraceptivo, acreditando não existir qualquer possibilidade de engravidar. "O médico me garantiu que eu nunca mais ia engravidar. Por isso, deixei de usar anticoncepcional".

 

A grávida disse que a médica plantonista só atendeu ela porque a família dela disse que iria chamar a polícia e a imprensa.

 

 

Soraya Medeiros, repórter do GD

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