19/03/2015 - Cid Gomes pede demissão após discutir com deputados na Câmara

 

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão à presidente Dilma Rousseff, que aceitou. "A minha declaração na Câmara, é obvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em carater irrevogavel", declarou o ministro.

 

O pedido teria ocorrido logo depois de o ministro participar na Câmara dos Deputados de sessão em que declarou que deputados “oportunistas” devem sair do governo. "Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes", anunciou Cunha no plenário.

Ocorre que Cid Gomes recebeu uma convocação e foi obrigado a ir à Câmara, devido a uma declaração dada no último dia 27, durante palestra a estudantes da Universidade Federal do Pará. Na ocasião, afirmou que a Casa tem de 300 a 400 parlamentares que "achacam".

 

“Eu gostaria de dizer que o procurador, que já havia tomado a sua posição de interpelar, vai receber da presidência desta Casa a orientação  de não se ater a uma interpelação, e sim, partir para o processo. E agregado ao processo haverá o processo deste presidente na sua pessoa física", afirmou Eduardo Cunha.

 

Depois de ter se pronunciado na tribuna, reafirmado as declarações e de ter ouvido as reações de protesto de vários parlamentares, Cid Gomes teve direito, no final da sessão, a se manifestar por mais dez minutos. Depois da fala do ministro, o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) foi à tribuna e disse que "esse cidadão está fazendo papel de palhaço, querendo pendurar uma melancia no pescoço". 

 

Na ocasião, Cid Gomes pediu respeito e tentou retrucar, mas o presidente Eduardo Cunha cortou o microfone do ministro dizendo que ele "nem é parlamentar para interferir". Diante disso, Gomes deixou o plenário.

 

 

G1

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