19/04/2016 - Voto no Senado é técnico, porém, clamor popular irá pesar

19/04/2016 - Voto no Senado é técnico, porém, clamor popular irá pesar

Único senador mato-grossense que ainda não declarou voto para abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Wellington Fagundes (PR), alega que o Senado atuará de forma técnica, porém, clamor das ruas irá pesar no momento da votação.

"O Senado tem responsabilidade diferente da Câmara que só abriu o processo. Cabe agora, os senadores começar com a comissão que irá fazer o julgamento técnico e analisar se houve as pedaladas fiscais. Mas os sentimentos das ruas também serão acolhidas nesse caso".

Na opinião do senador republicano, o governo federal não tem resistência e estaria vulnerável, porque não manteve diálogo com o Congresso. "O grande erro de Dilma foi quando reeleita não chamou todos para uma conversa e resolver os problemas do Brasil, mas protelou e agora vive esse governo melancólico. São 34 partidos e ela tinha que governar com eles, caso não quisessem, hoje quem estaria sendo cobrado era eles".

Para o senador, independente de quem terminará este mandato presidencial precisará de apoio para governar. "Nos últimos 4 governos,  dois foram impedidos de terminarem o mandato, mas,  se continuar dessa forma, as pessoas não irão valorizar os votos, elegem e depois tiram. E não dá pra ficar com um governo sangrando que não consegue votar as matérias de interesses do país".

Fagundes reconhece que o impeachment é legítimo e previsto na Constituição. O senador preferiu não adiantar o voto.

O presidente do Senador Renan Calheiros (PMDB) convocou uma reunião nesta terça-feira (19) com todos os líderes dos partidos no Senado para falar sobre os prazos, proporcionalidade de cada bancada para a composição da comissão. Na mesma data, o processo será lido na sessão deliberativa do plenário.

 

 

Fernanda Leite, repórter do GD

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