20/04/2016 - Arrecadação de impostos cresce 12,5% e chega a R$ 5,2 bi no primeiro ano de Taques

A arrecadação de impostos cresceu 12,5% em Mato Grosso no primeiro ano do governo Pedro Taques (PSDB), em 2015, em comparação com o ano de 2014. Foram R$ 5,218 bilhões de receita tributária, e um total de R$ 14,055 bilhões em receitas totais no ano passado. Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em audiência pública na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (19), que apresentou as metas fiscais e o balanço do último quadrimestre de 2015.
 
Além disso, o estado registrou superávit, ou seja, gastou menos do que arrecadou. O Brustolin atribuiu o bom resultado à eficiência do governo atual. “O governador Pedro Taques mostrou que, quando se gere o recurso de forma eficiente e séria, é possível fechar o ano em equilíbrio, fechar contas. Demonstra a capacidade que esse governo teve de assumir uma situação financeira dramática e entregar o estado equilibrado ao final do ano”, afirmou.

Por outro lado, a captação de recursos da União diminuiu. A receita a receita orçamentária de capital caiu 77,3% no mesmo período, já que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) não autorizou Mato Grosso a contrair novos empréstimos. A transferência de recursos de convênios com o governo federal também diminuiu 68,7%.

“Sem dúvida, o governo de Mato Grosso é vitima da má condução da política fiscal do governo federal. O desequilíbrio das contas públicas do país está prejudicando Mato Grosso. Uma vez que estamos, por exemplo, recebendo o FEX agora a conta-gotas e depois de muito sacrifício do governador Pedro Taques e do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que têm feito um trabalho intenso para que o estado receba o que é seu de direito”, criticou o secretário de Fazenda, Paulo Brustolin.

Para frear o crescimento da despesa e enfrentar a crise nacional, está sendo preparada a segunda reforma administrativa do atual governo. “O país está vivendo uma crise política hoje que se reflete no campo econômico. Perdemos o grau de investimento no final do ano passado. O estado de Mato Grosso não está parado. Estamos fazendo a segunda reforma administrativa que visa fazer com que o estado possa enfrentar esse período de turbulência que o país vem vivendo”, disse Brustolin.

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, o deputado estadual Zé Domingos (PSD), demonstrou preocupação com o crescimento da despesa com pessoal e a redução de recursos para investimentos, em torno de 7% da receita corrente líquida do estado, o que não é suficiente para as necessidades de Mato Grosso em infraestrutura.

“O momento que estamos vivenciando agora é totalmente atípico. A receita corrente cresceu mas houve um descalabro no aumento da despesa. A despesa com pessoal hoje está em torno de 62%. Temos 23% de outras despesas correntes, 8% a serviço da dívida, sobrando praticamente 7% para investimento. É muito pouco para um estado que cresce a passos largos. E precisamos que a receita e as transferências correntes por parte do governo federal acompanhem o crescimento da nossa receita. O governo faz um esforço imensurável mas infelizmente não consegue dar vazão à parte da infraestrutura”, disse o parlamentar. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

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