19/04/2016 - Medeiros é indicado para integrar comissão do Impeachment no Senado e afirma que dois votos viraram contra o governo

O senador mato-grossense José Medeiros (PSD) foi indicado pelo partido para integrar a Comissão Especial que irá analisar a admissibilidade do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no Senado da República. Esta etapa é vista como uma das mais importantes no rito, já que, se for aprovada, culminará no imediato afastamento de Dilma, por 180 dias. Com a aprovação na Câmara Federal, o mato-grossense afirma que testemunhou dois votos virarem contra o governo da presidente petista: “Estão na lona”, sentenciou ele.

“Tivemos a confirmação agora a tarde por parte do nosso partido. Mato Grosso já tem pelo menos um indicado para esta comissão. A tendência é que os nomes sejam confirmados até amanhã; não sabemos ainda qual será a manobra do governo, portanto, tudo depende”, argumentou o senador, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Medeiros ainda garantiu que, após a aprovação do prosseguimento do rito na Câmara, testemunhou dois votos se virarem contra a presidente Dilma Rousseff: “Com o resultado de ontem, o governo está na lona”, proclamou ele. A expectativa do mato-grossense é de que o processo seja finalizado em 15 ou 20 dias, mas pode ultrapassar um mês.
 
“Não é bom que isto demore. Existe um rito definido, no primeiro momento decidiremos sobre a admissibilidade e o afastamento da presidente Dilma Rousseff por 180 dias”, justificou. Porém, a estimativa é que uma comissão especial possa ir à votação de todos os 81 senadores da República até meados de maio. Não há data para conclusão de todo o processo.
 
Para que haja continuidade no processo, o parecer da comissão deve ser aprovado pela maioria simples dos 81 senadores (41 votos). Caso seja rejeitado, o processo é arquivado e Dilma Rousseff segue como presidente. Se for aprovado, segue para mais duas votações na casa.
 
É relevante registar que o senador José Medeiros é filiado ao PSD há poucos meses, após passar décadas no PPS. O seu partido é comandado em Mato Grosso pelo vice-governador Carlos Fávaro. Ele também é aliado político de Pedro Taques (PSDB), que defende com unhas e dentes o processo de Impeachment. Medeiros entrou no Senado graças à vaga deixada pelo atual chefe do  Poder Executivo de Mato Grosso, que renunciou para assumir o comando do Estado, após vitória esmagadora nas eleições de outubro de 2014.  

 

 

 

Da Redação - Wesley Santiago

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