19/04/2016 - PM executado foi imobilizado e não reagiu a assalto; criminoso anunciou roubo de armas no Whatsapp

19/04/2016 - PM executado foi imobilizado e não reagiu a assalto; criminoso anunciou roubo de armas no Whatsapp

Com passagens por crimes de roubo e tráfico, dois dos três envolvidos no assassinato do policial militar Danilo Neves Ramires, 51, também são acusados por alugar armas de fogo e investigados pelo assassinato de um adolescente, em fevereiro. Com a intenção de roubar o revólver da vítima, Diego Paiva e Willian Rondon, ambos de 21 anos, a imobilizaram, mandando que ela se deitasse no chão. Mesmo sem oferecer resistência o policial foi atingido com três tiros na cabeça. O roubo de armas de polícias chegou a ser anunciado por Diego em grupos de Whatsapp.

Na ação, registrada em mercado do bairro CPA II, em Cuiabá, os criminosos fugiram em um veículo Fox roubado, e foram presos ainda no domingo (18), data em que foi cometido o homicídio. Responsável pela fuga do trio, Diego foi preso no bairro Ouro Fino, onde moram seus familiares. Em entrevista informal à delegada responsável pelo caso, Janira Laranjeira, ele confessou a participação, mas alegou que o comparsa teria sido o executor de Danilo.  Willian por sua vez, nega qualquer envolvimento na situação.

Com relação ao terceiro participante no homicídio, Laranjeira conta que polícia já dispõe das características repassadas por testemunhas e que está à sua procura. Ela também ressalta a integração entre as Policias Militar e Civil, que mobilizaram equipes para desvendar o crime com agilidade. “A Delegacia de Homicídios também está investigando a relação com o caso de João Vitor, que foi morto em frente à uma escola no Osmar Cabral há alguns meses.”

De acordo ela, além dos dois suspeitos, uma jovem de 20 anos, identificada como Midian Bispo também foi atuada no bairro São João Del Rey. Ela era responsável por alugar a kitnet onde mora para que os criminosos escondessem as armas. Além dela, a namorada e a cunhada de um dos rapazes, identificadas como R.Q.A e R.Q.A, também foram autuadas na operação. Elas tentaram atrapalhar o trabalho da polícia e responderão a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

“Como eles já eram conhecidos no bairro por roubar e traficar, faziam isso para evitar que a polícia encontrasse armas em suas casas. Descobrimos também que Diego, já havia anunciado o roubo de armas, em grupos do Whatsapp. Infelizmente, essa prática é rentável para os criminosos, que alugam as armas que acabam sendo utilizadas em outros crimes.” Segundo ela, há informações de policiais vítimas desta ação, no entanto, eles não se apresentam como testemunhas porque utilizam armas frias. 

 

 

 

Da Redação - André Garcia Santana

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário