19/09/2012 - Auditor do Tribunal de Contas é preso em flagrante por extorsão

O auditor público externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), Hermes Dall'Agnol, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (18) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), pelo crime de concussão (extorsão praticada por servidor público).

De acordo com os promotores do Gaeco, o servidor público estaria exigindo a quantia de R$40 mil do presidente da Câmara Municipal de Jaciara, Adilson Costa França, para emitir relatório favorável da auditoria referente às contas do exercício 2012, de modo a não apresentar irregularidades durante seu julgamento em 2013. 

Segundo informações do Ministério Público Estadual, ao perceber que estava sendo vítima de concussão, o presidente da Câmara entrou em contato com o Gaeco há cerca de duas semanas pedindo providências. Foi orientado a ceder a pressão caso fosse procurado novamente. 

Nesta segunda-feira (17) houve um novo contato por parte do auditor que estabeleceu que o pagamento deveria ser feito em duas parcelas de R$ 20 mil, sendo a primeira na data de hoje (18) e a segunda parcela em 30 dias. 

O parlamentar foi instruído pelo auditor a colocar o dinheiro dentro de uma caixa, constando o seu nome como destinatário, e enviá-la de ônibus de Jaciara para Cuiabá. A prisão aconteceu no momento em que o servidor público retirou o volume na rodoviária de Cuiabá, em cujo interior estaria a quantia exigida como propina. 

Hermes Dall'Agnol foi encaminhado para a delegacia de Polícia Fazendária de Cuiabá para confecção do auto de prisão em flagrante e ficará a disposição da Justiça. Caso condenado, ao servidor poderá ser imposta a pena de 2 a 8 anos de reclusão, além de perda da função pública. 

De acordo com o conselheiro Antônio Joaquim, o TCE abrirá um processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar o ocorrido. Além disso, a corregedoria irá avaliar se o auditor ficará afastado das funções durante a investigação.

“O processo pode culminar na demissão do servidor. Mas independente de qualquer coisa, a instituição Tribunal de Contas é muito maior que as pessoas que trabalham aqui e não podemos de forma alguma atrelar um ato isolado a toda uma estrutura”, pontuou. 

 

Da Redação - Laura Petraglia

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