19/12/2014 - Segundo Episódio de "Descalço sobre a Terra Vermelha" estreia na TV Brasil em 20 de dezembro

Minissérie em 3 capítulos, que recebeu prêmios em festivais em Biarritz, Seul e Nova York, conta a vida de Dom Pedro Casaldáliga e sua luta em favor dos pobres e sem-terra do Mato Grosso.

Baseada no livro homônimo de Francesc Escribano, “Descalço sobre a Terra Vermelha” é um relato sobre a vida do bispo catalão Pedro Casaldàliga e sua incansável luta pelos índios e camponeses da região do Mato Grosso. A obra reconstrói um passado de lutas pela terra, inclusive durante o regime militar e de violência no centro-oeste brasileiro.

O papel do missionário catalão foi interpretado por Eduard Fernández. A direção foi feita pelo cineasta catalão Oriol Ferrer e o roteiro foi escrito por Marcos Bernstein e Maria Jaén. A série foi coproduzida pela Raiz Produções Cinematográficas, Minoria Absoluta, TVC catalã, TVE espanhola e TV Brasil, que exibe a minissérie nos dias 13, 20 e 27, às 21h30.

Fotos: http://we.tl/tLGOTjydFC

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Site: http://www.raizprod.com.br/raizprod/?portfolio=descalco-sobre-a-terra-vermelha

BISPO DOM PEDRO CASALDÀLIGA I PLA

Pedro Casaldàliga i Pla nasceu na província de Barcelona, em 16 de fevereiro de 1928, e mora no Brasil desde 1968. Ingressou na Congregação Claretiana em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952.

Casaldàliga chegou ao Brasil como missionário na época da ditadura militar e, ao se deparar com a miséria, as doenças e o analfabetismo de um lugar onde a violência e a corrupção são dominantes, decide lutas pelos direitos dos desfavorecidos.

Foi nomeado administrador apostólico da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) no dia 27 de abril de 1970. O Papa Paulo VI o nomeou bispo prelado de São Félix do Araguaia em agosto de 1971.

Dom Pedro já sofreu inúmeras ameaças de morte, e por cinco vezes, durante a ditadura militar, foi alvo de processos de expulsão do Brasil, por seu engajamento nas lutas camponesas.

Ao completar 75 anos, Dom Pedro Casaldáliga foi sucedido em São Félix por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, sucessivamente transferido para a Arquidiocese de Brasília como bispo auxiliar. Para a Prelazia foi nomeado Dom Adriano Ciocca Vasino.

Ficha técnica

Ficção / 55 min. cada episódio / Cor / Digital Full HD / 2014

Coprodução: Raiz Produções (Brasil) e Minoria Absoluta (Espanha)

Direção: Oriol Ferrer

Roteiro: Marcos Bernstein e Maria Jaén

Elenco: Eduardo Fernández, Pablo Derqui, Eduardo Magalhães, Clara Segura, Mònica Lopes, Babu Santana, Mario Gás, Marcel Borras, Georgina Castro, Roney Vilella, Simone Iliescu, Babou Cham, Claudio Jaborandy, Guido Campos Correa, Raphael Logam, Tiago Benetti, Nival Correa, Kika Farias

Patrocinadores: Petrobras, Mapfre e empresas do Grupo Endesa (Ampla Energia e Serviços, Coelce - Companhia Energética do Ceará, Companhia de Interneconexão Energética e Central Geradora Termelétrica Fortaleza).

Prêmios

Gold Medal – melhor minissérie em New York Festival Word’s Best TV & Films Awards – 2014

Prêmio de melhor minissérie e melhor roteiro – “TV Movie Golden Bird Prize” e o “Best Screenwriter Prize” no 9th Seou Internacional Drama Awards 2014 (Coreia do Sul)

FIPA D’Or de melhor ator: Eduardo Fernandez e prêmio de melhor música original: David Cervera no 27ª Edição do FIPA (Festival Internacional de Programas Audiovisuais) – 2013, em Biarritz – França

Prêmio de melhor minissérie no Festival Internacional Zoom Igualada – 2013

Finalista – melhor minissérie no Festival Prix Europa – 2013

Sinopses dos episódios

Episódio I

Roma, Cidade do Vaticano, junho 1988. D. Pedro Casaldàliga é chamado pelo Vaticano para passar por uma "doutrina da fé" diante do cardeal Ratzinger e do cardeal Gantin. Durante sua entrevista, Casaldàliga relembra os momentos mais importantes de seus 20 anos no Brasil.

Julho de 1968. Pedro Casaldàliga, um missionário de quarenta anos, chega ao Brasil acompanhado por Daniel, seu assistente ainda não ordenado. A missão está sediada em São Félix do Araguaia, um lugar no meio de uma enorme região habitada por povos indígenas e que vinha se transformando na terra prometida de milhares de brasileiros pobres.

Desde seus primeiros contatos, Casaldàliga se conscientiza de que esta terra é tão bela quanto perigosa, e que as pessoas tiveram que se acostumar com a violência e a miséria como sendo algo natural em suas vidas. Logo sentirá na pele as dificuldades: terá que enterrar crianças, posseiros mortos que pistoleiros abandonam no rio e testemunhar o assassinato de Edmilson, um posseiro que tinha ido à igreja para pedir ajuda.

Episódio II

Roma, Cidade do Vaticano, junho 1988. Casaldàliga continua o seu "doutrina de fé", no Vaticano, diante dos Cardeais Ratzinger e Gantin.

Para tentar entender as pessoas e as questões importantes da região do centro oeste brasileiro, Casaldàliga se relaciona com todo mundo, até mesmo com os latifundiários e com os poderosos, até que um dia decide deixar de fazê-lo. O ponto de virada ocorre em uma festa na casa de um fazendeiro, onde o protagosnista foi convidado a celebrar uma missa. Ao testemunhar a ostentação de riqueza e fartura por parte do anfitrião e dos convidados, torna-se insuportável para alguém que viu a pobreza e a privação absoluta predominante na região, conviver com as duas realidades tão díspares.

Depois daquele dia, Casaldàliga rompe todas as relações com essa gente de poder econômico e político, e o anuncia a todo o povo durante uma missa na igreja. Talvez Casaldàliga não tenha conhecimento das consequências que terá sua decisão. Mas a partir deste momento, Casaldàliga torna-se um problema e uma complicação para os senhorios e os poderosos de toda a região. Casaldàliga consegue que algumas pessoas venham de todo o Brasil para colaborar com ele: Moura e irmã Irene são alguns que vieram para ajudá-lo neste trabalho.

São Félix do Araguaia, 1970. Casaldáliga publica, sem o consentimento da Conferência Episcopal do Brasil, o manifesto - "Uma igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a exclusão social" - que dá a volta ao mundo e coloca em evidência as condições desumanas com que se vive na região.

Episódio III

Os fazendeiros oferecem prêmio para quem matar Casaldàliga e começam a se movimentar para tentar desacreditá-lo, com a intenção de fazer com que a Igreja e o governo o expulsem do país. Mas a reação do Vaticano é totalmente contrária e com a intenção de apoiá-lo, decide ordená-lo bispo. Estamos em outubro de 1971. Casaldàliga passou três anos na região e inicialmente queria renunciar ao cargo, mas logo entende a ordenação como uma forma de aumentar o seu compromisso. A cerimônia é muito simples, celebrada às margem do rio e o novo bispo, fiel ao seu estilo, renuncia a qualquer ornamentação.

Nos anos posteriores à ordenação os enfrentamentos com os fazendeiros são constantes. Boca Quente e seus pistoleiros enviados pelo fazendeiro Armandão destroem o povo de Serra Nova fundada pelos posseiros com a ajuda do Padre Jentel. E, finalmente, o Exército se apodera de São Félix com um grande destacamento militar, a fim de perseguir e humilhar Casaldàliga e sua gente. O Vaticano informa ao governo militar, que considera que as pessoas que trabalham nessas regiões são heróis e que “tocar em Pedro é como tocar no Papa” (Paulo VI, o Papa da época).

O exército se retira da região. Casaldàliga pede ao padre João Bosco que o acompanhe na visita à reconstruída Serra Nova. Lá, a polícia confunde João Bosco com Casaldàliga e atira em sua cabeça. João Bosco morre, mas torna-se um símbolo. Seu sangue e o de tantos posseiros assassinados, servem para fortalecer a presença de Casaldàliga e sua gente na região. Todas as tentativas de expulsá-lo e iliminá-lo fracassam. A grande vitória de Casaldàliga é que os anos se passaram e continua vivendo às margens do rio Araguaia.

 

 

Maxpress

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