20/01/2014 - Fora de vez da disputa, Blairo desautoriza até grupo a incluir seu nome em pesquisa

Partidos da base dos governos Silval e Dilma terão mesmo de buscar outras alternativas para a disputa à sucessão estadual que não seja Blairo Maggi. Ninguém o convence a concorrer pela terceira vez ao Palácio Paiaguás, nem mesmo a presidente da República e o ex-presidente Lula. Para se ter ideia de que o ex-governador está mesmo fora do páreo, ele próprio desautorizou o núcleo que fomenta sua eventual candidatura a exclui-lo da pesquisa qualitativa que os 7 partidos situacionistas querem fazer para descobrir qual seria o melhor nome para a disputa majoritária.

Geraldo Magela

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Senador Blairo Maggi (PR) não quer nem que seu nome seja incluído em pesquisa de intenção de voto

Na semana passada, dirigentes do PMDB, PR, PSD, PT, PC do B, Pros e PP se reuniram pela primeira vez. Num discurso unificado, disseram que a prioridade seria ter Blairo como candidato a governador e revelaram que fariam uma pesquisa. Trata-se de estratégia. Dependendo do resultado, o que tende a apontar o senador em primeiro, o grupo buscará demovê-lo da ideia de ficar de fora. Entende que o ex-governador é o mais forte para contrapor o projeto da oposição que vem com tudo com o senador Pedro Taques (PDT).

O bloco deve procurar outros nomes. No PR há dois aspirantes a candidato, os ex-prefeitos Maurição Tonhá (Água Boa) e Cidinho dos Santos (Nova Marilândia). O PT continua sonhando com a filiação para entrar como concorrente o juiz federal Julier Sebastião e tem também o ex-vereador Lúdio Cabral. O PSD cita o vice-governador Chico Daltro.

Foco nos negócios

Blairo quer continuar senador, o que permite acompanhar de perto os negócios empresariais, embora não esteja mais dirigindo o Grupo Amaggi, do qual é um dos acionistas. A holding controla quatro divisões de empresas ligadas ao agronegócio e já está presente em outros países. O império faz de tudo (ou quase): do plantio, processamento e comércio de grãos, produção de sementes, reflorestamento, pecuária, venda de fertilizantes, geração de energia elétrica, administração portuária, transporte fluvial, exportação e importação. O grupo, com sede num prédio de cinco andares em Cuiabá, fatura US$ 3,7 bilhões por ano. Emprega 3,9 mil funcionários, incluindo nessa conta as quatro divisões do grupo, composto pela trading (Amaggi), por uma empresa de navegação (Hermasa), a divisão agro e a Maggi Energia e tem uma fundação criada em 1997, dedicada à prestação de serviço social.

 

Escrito por Romilson Dourado

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