20/03/2012 - Orquestra Sinfônica da UFMT abre temporada 2012 em Barra do Garças com apoio da Unimed Araguaia

Para dar continuidade à recepção dos calouros da UFMT, quarta-feira (21/03), a Orquestra Sinfônica da Universidade se apresentará, em Barra do Garças. A entrada individual é a entrega de 02 kg de alimentos não perecíveis e será realizado às 20h, no Espaço de eventos do Boulevard Buffet, com apoio da Unimed Araguaia.

 

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (OSUFMT), sob a regência do maestro e pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, está abrindo a temporada 2012 de concertos. Nesta quarta-feira, 21, a Orquestra Sinfônica se apresentará, em Barra do Garças. O ingresso individual será a doação de 02 kg de alimentos não perecíveis (troca sede Unimed Barra). O horário para o início do espetáculo será às 20h, no Espaço de eventos do Boulevard Buffet (Prox. Univar).

 
O concerto tem o apoio cultural da Unimed e contará com a presença dos solistas Maidi Dickmann (Mezzo-soprano), professora do Departamento de Artes do Instituto de Linguagens; André Vilani (barítono), integrante do Coral UFMT; e Yllen Almeida, spalla da orquestra no Violino.


 

De acordo com o Maestro o repertório do concerto privilegia músicas conhecidas pelo público. O programa tem início com “Finlândia”, do compositor erudito finlandês Jean Sibelius. Na sequencia, a música tema do filme “Jurassick Park”, de J.Williams. O repertório traz também o tema do Filme "Missão Impossível", de L. Schifrin; Habanera, da ópera "Carmen" com a solista Maidi Dickmann; Cavatina de Fígaro, de G. Rossini com o solista André Villani. “Czardas”, de Vittorio Monti, é uma obra festiva – em húngaro significa Taberna - e tem como característica principal o virtuosismo do solista ao violino, acompanhado pela intensa sonoridade da orquestra. Yllen Almeida, spalla e regente assistente da OSUFMT, interpreta a obra. “Trenzinho Caipira”, de H. Villa-Lobos, conduz a plateia a uma agradável sensação de uma viagem interiorana, sentindo o ritmo do movimento. Para finalizar, “Gonzaguiana”, de C. Pereira, sobre temas de Luiz Gonzaga.

 

A Solista

 

Maidi Dickmann formou-se em Licenciatura em Educação Artística - habilitação em Música pela Universidade Federal de Mato Grosso. É especialista em Música Brasileira e em Avaliação Educacional e mestre em Educação. Desde 1996 é professora do Departamento de Artes da UFMT. Foi coordenadora de Ensino de Graduação do Curso de Licenciatura em Educação Artística - habilitação em Música (1998 - 2000; 2005 - 2007) e do Curso de Licenciatura em Música (2005 - 2007) da UFMT. Cantou em vários corais de renome, entre eles, Coral Unisisnos (São Leopoldo-RS), Coral UFMT (Cuiabá-MT) e Coral do Estado de Mato Grosso (Cuiabá-MT). Participou ainda dos mais prestigiados festivais de música e oficinas do País e, como solista, em montagens como Missa da Coroação de Mozart, com o Coro e Orquestra de Câmara do Estado de Mato Grosso, em 2005; A Flauta Mágica, de Mozart, interpretando a 2ª Dama, com o Coro e a Orquestra Sinfônica da UFMT, em 2006; Ave Verum Corpus e Agnus Dei (Missa da Coroação) de Mozart, com a Orquestra de Câmara do Departamento de Artes da UFMT, em 2007. Desde setembro de 2008 faz aulas de canto com o professor Ignácio de Nonno, em Campinas (SP).


 

O Maestro

Fabricio Carvalho é pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é também diretor Artístico e regente Titular da Orquestra Sinfônica da UFMT. Mestre em música pela Universidade de Campinas (Unicamp), desenvolve carreira musical como maestro, tendo dirigido importantes orquestras brasileiras como a Sinfônica da Unicamp (SP), a Sesi Minas (MG) e a Orquestra de Câmara do Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro (RJ). Como compositor criou trilhas para teatro, além de trabalhos e peças para televisão. No cinema, dirigiu a produção musical e compôs a trilha sonora do primeiro longa-metragem produzido em Mato Grosso - “A oitava cor do arco-íris”, de Amaury Tangará, em 2004, com apoio da Petrobrás. Dirigindo a OSUFMT, trabalhou com importantes nomes da MPB como Gilberto Gil, Gal Costa, Oswaldinho do Acordeom, 14 Bis e Roupa Nova. Produziu e dirigiu a primeira ópera realizada em Mato Grosso, A Flauta Mágica, de Mozart, em parceria e com recursos da iniciativa privada e do governo do Rio de Janeiro.


 

A orquestra

Fruto de um projeto visionário dos Reitores Gabriel Novis Neves e Benedito Pedro Dorileo, a Orquestra teve sempre a atenção dos dirigentes que, à frente da UFMT, acreditavam na importância de um conjunto especial de música de qualidade para contribuir na formação dos homens e mulheres de Mato Grosso. Com seus concertos em praça pública, onde reuniram até trinta mil pessoas, vários mato-grossenses tiveram seus primeiros contatos com o universo da música erudita ou mesmo da música popular, com arranjos especiais que garantiam a qualidade musical necessária. 
O cenário musical brasileiro passou em Mato Grosso nos últimos trinta anos acompanhados pela Orquestra Sinfônica em concertos memoráveis no Teatro Universitário, Museu do Rio, Teatro do Liceu Cuiabano, Academia Mato grossense de Letras, Teatro do IFET, etc. Apresentações mágicas na Chapada dos Guimarães com Gilberto Gil, Roupa Nova, Gal Costa, Tetê Espíndola, 14 Bis, Vanguart, Macaco Bong, Linha Dura e Dj Taba, Dj Farinha, entre outros importantes artistas, estabeleceram um diferencial na história da Orquestra possibilitando que cada vez mais a comunidade pudesse ter acesso e garantia de qualidade na sua formação musical. 


 

A música regional teve lugar de destaque na história da Orquestra quando Pescuma, Henrique, Claudinho, Pineto, China, Novos Chorões, Filhos da Pauta, Sarau Cuiabano, Erre Som, Strauss, tocaram pela primeira vez com uma orquestra sinfônica, reafirmando assim a qualidade da música mato-grossense nos mais diversos estilos. A universalidade musico – cultural foi uma marca nos últimos anos da Sinônica.


Responsável pela montagem da primeira ópera completa em Mato Grosso nos tempos modernos - “A Flauta Mágica” de Mozart em 2006 -, a OSUFMT mostra vigor quando se une ritmos nunca antes pensados para uma orquestra sinfônica. Música eletrônica e lambadão foram ouvidos pelos instrumentos do grupo em concertos que desafiaram a capacidade musical de todos no palco.


Quatro Maestros titulares passaram pela história da Orquestra nos últimos trinta anos: Konrad Wimmer, Marcelo Bussiki, Ricardo Rocha e Roberto Vitório. Em 2002, Silbene Perassolo foi a primeira mulher a dirigir a Orquestra, permanecendo toda a temporada. Cada um, dentro de suas características, foram condutores de um período especial para a música mato-grossense. Atualmente está sob a batuta de Fabrício Carvalho.

 

Getúlio Costa