20/03/2015 - Janaina defende Rui no PSD e afirma que sigla trabalha por permanência

A deputada estadual Janaína Riva (PSD) reconhece a perda da agremiação diante da possível desfiliação do presidente da Famato, Rui Prado, ex-candidato ao Senado pela legenda nas eleições de 2014. Ele estaria articulando adesão ao PSDB. Segundo a deputada, Rui consagrou-se como “revelação política” e que, mesmo diante do terceiro lugar nas urnas, conquistou credibilidade com a população. “Tenho falado com ele e conversado com as demais lideranças para mantê-lo conosco”.

 

A social-democrata ainda revela que, entre os argumentos usados pelo partido, está o fato de o PSD ainda contar com o maior quadro de prefeitos eleitos com 39 nomes. “Rui tem todas as condições para se fortalecer dentro do partido e queremos dar condições para ele continuar”. Também estão amparados no fato de que, caso Rui decida filiar-se ao PSDB, não haveria o mesmo espaço em uma possível candidatura ao Senado em 2018. “Lá, o deputado federal Nilson Leitão é candidato natural. E no PSD essa indicação seria natural”.

 

Janaina adianta que lideranças partidárias da Assembleia trabalham nestas articulações. Além dela, os deputados Gilmar Fabris, José Domingos Fraga e Pedro Satélite estariam empenhados em reverter o quadro. Todos concordariam, inclusive, que é preciso uma participação mais efetiva do diretório estadual, hoje sob o comando do ex-vice-governador Chico Daltro, ainda sem substituto sendo cotado, após a morte do deputado estadual Walter Rabelo.

 

Mesmo assim, Janaína aposta que a renovação da executiva deve acontecer por meio de lideranças que possuam mandato, mas não descartou assumir este desafio. “Estou à disposição do partido, contudo, defendo que este cargo seja ocupado por colegas com mais experiência e mandatos como os deputados Zé Domingos ou Pedro Satélite”.

 

O vereador por Cuiabá, Toninho de Souza, que pleiteia a presidência do diretório municipal, endossa a necessidade de mais empenho das lideranças partidárias na persuasão do ruralista e de outros correligionários que manifestaram o desejo em deixar a sigla. “É preciso dar consideração às lideranças. A direção estadual deve agir neste momento para evitar uma demandada”. A insatisfação seria justificada pelo quadro das últimas eleições, quando a agremiação não teria registrado expressivo resultado. “Afinal de contas, o PSD não acabou. O partido não é só no momento de eleição”, conclui.

 

 

Talita Ormond

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