20/04/2013 - Jornalista é vítima de sequestro relâmpago e tem carro roubado

O jornalista Rafael Costa foi vítima de um sequestro relâmpago por volta das 14h de sexta-feira (19). A ação foi no momento em que o repórter do jornal Folha do Estado saia de casa no bairro Alvorada, com seu carro, para ir trabalhar. Ele foi dominado pelos bandidos e levado a um terreno baldio próximo ao Distrito da Guia.

Depois de conseguir socorro e voltar para casa, Rafael pediu ajuda para localizar seu veículo, que foi roubado. Trata-se de um Gol preto, G5, ano 2010, com placa de Cuiabá, NJV 3425. Ele já registrou o boletim de ocorrência.

Segundo ele quando entrou no carro, que estava estacionado em frente a sua residência, para ir para o trabalho, um dos bandidos segurou a porta do carro e anunciou o assalto, nesse momento outros dois entraram atrás do carro, e o primeiro assumiu o volante. Com uma arma apontada para a cabeça, eles o ameaçaram de morte caso ele olhasse para trás. 

Ainda de acordo com Rafael, durante o momento em que esteve em poder dos bandidos, teria pedido para que o deixasse na rua, mas teve como resposta uma ameaça. “Estávamos na estrada da Guia quando eu pedi para me deixar ali, mas um dos bandidos falou – ‘a gente não é burro, a gente já sabe o q vai fazer com você’, então eles pegaram uma rua sem asfalto, nesse momento eu pensei que iria morrer”, descreveu.

O jornalista relatou que em um determinado momento os suspeitos o levaram para um local ermo e lá um dos bandidos queria amarrá-lo em uma árvore com o cadarço do tênis, mas o um segundo que estava dirigindo falou para deixá-lo porque 'ele estava tranquilo'. 

“O que estava com arma na minha cabeça falou para me amarrar na árvore com o cadarço do tênis, então o bandido que estava dirigindo falou para ele [um dos suspeitos] que eu era tranqüilo”, contou. 

Depois de ser deixado no local, Rafael caminhou um trecho até encontrar um caminhão do Governo do Estado que estava passando em frente ao posto Gil, quando conseguiu carona até o Distrito da Guia, onde três mulheres pagaram a sua passagem para retornar para Cuiabá. 

“Senti a morte de perto ao permanecer mais de 30 minutos com uma arma apontada na minha cabeça. Graças a Deus, a tentativa de me amarrar em uma árvore não deu certo. Pediram então para que eu não olhasse para trás senão iriam me matar. Só pedia ajuda a Deus que me desse tranquilidade para dar tudo certo”, descreveu.

 

Da Redação - Priscilla Silva

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