20/05/2016 - Ao falar sobre fraudes na Seduc, Wilson Santos diz que até no céu e no Vaticano houve corrupção

O líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), citou a Bíblia e afirmou que até mesmo no céu houve corrupção, ao defender o governo Pedro Taques (PSDB) na tribuna, nesta quinta-feira (19). Ele rebateu a um discurso acalorado da deputada de oposição Janaina Riva (PMDB), que criticou o esquema de corrupção descoberto pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na Secretaria de Educação (Seduc), desmantelado na Operação Rêmora, no dia 3 de maio. Três servidores da Seduc, sendo um efetivo e dois exclusivamente comissionados, foram presos na operação: Fabio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias da Silva. 

“Um ano e meio [de governo Taques] foi muito pouco para o estado avançar, mas foi suficiente para começar a meter a mão nos cofres públicos. O primeiro escândalo foi na Seduc, o próximo vai ser na Sinfra (Infraestrutura), daqui a pouco é na Comunicação. O líder fala que não quer voltar ao passado, mas o passado está mais perto do que a gente imagina. Já tem gente presa que compunha a atual gestão, em menos de um ano e meio. Que belo serviço o PSDB vem prestando frente ao governo do estado. Talvez esse seja o governo mais rápido a começar a responder”, disparou Janaina.

A parlamentar citou o fato de o promotor de Justiça Mauro Zaque ter pedido afastamento de um inquérito aberto para investigar propina da empresa Consignum à gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Zaque respondeu pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) por quase um ano no governo Taques e alegou suspeição para conduzir o inquérito. “Um ex-secretário promotor pedindo afastamento de alguns casos para que não seja arguida depois sua suspeição. Quer uma declaração mais nítida e clara que existe a corrupção entranhada na gestão do governador Pedro Taques?”, declarou Janaina 

“Quem paga é o servidor que não recebe RGA (Revisão Geral Anual que repõe a inflação do ano anterior). Tem R$ 56 milhões para roubar da Seduc, mas não tem para pagar RGA. Eu não vou assinar junto com a incapacidade do governador [o documento autorizando devolução de recursos da Assembleia]”, completou a deputada.

Corrupção no céu

Ao defender o governo, o líder Wilson Santos afirmou que o governo Pedro Taques não é imune à corrupção, e que está responsabilizando os envolvidos no esquema. “Eu li alguns livros da Bíblia na juventude, e um deles foi o primeiro livro escrito por Moisés, da criação do universo. E até no céu tinha corrupção. Bispos e arcebispos roubaram o banco do Vaticano e o Papa Francisco teve que afastar alguns deles. Hoje temos ex-governador e ex-secretários presos. Só o governo Taques não teria corrupção?”, disparou.

O tucano explicou, ainda, que a Operação Rêmora não desmantelou um esquema de desvio de R$ 56 milhões, como afirmou Janaina Riva na tribuna. “A propina foi entre 3% e 5% do valor de cada obra, e a maioria das obras investigadas nem teve ordem de serviço, nem foi começada”, observou Wilson.

Bate-boca

Em seguida, o deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) pediu a palavra pela liderança do partido, e foi questionado por Wilson, que afirmou que ele não tinha direito a falar naquele momento por não ser líder de bloco. O peemedebista insistiu, e afirmou que o tucano não queria ouvi-lo. O bate-boca em plenário foi uma continuidade do mal-estar surgido minutos antes, na reunião entre os parlamentares e o Fórum Sindical.

Na ocasião, Wilson Santos sugeriu que a Assembleia devolvesse para o Poder Executivo todo o recurso disponível em caixa para ajudar no pagamento do RGA dos servidores estaduais. Pinheiro falou que só apoiaria a medida se os outros poderes fizessem o mesmo. As interrupções entre Wilson e Emanuel foram tantas que o vice-presidente Eduardo Botelho (PSB), que conduzia a sessão, mandou cortar os microfones de ambos, e só deixou eles voltarem a falar na tribuna quando os ânimos se acalmaram.

“Pedro Taques é um homem sério, honesto e bem intencionado. Mas em 2014 não fizemos eleições para mister honestidade, e sim para governador. Honestidade é obrigação. Somos comandados por um piloto que vive e prega a turbulência. Mato Grosso quer um gestor, e não um membro do Ministério Público comandando os rumos do estado. Calcem as sandálias da humildade, governador Pedro Taques e deputado Wilson Santos. Ninguém sabe tudo. Ninguém resolve tudo sozinho”, declarou Pinheiro, quando finalmente conseguiu falar.

O 1º secretário Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD), que pertence à base governista, também criticou a proposta de reduzir os repasses da Assembleia, afirmou que vários órgãos estaduais “não andam” e não prestam o serviço devidamente à sociedade. Por fim, afirmou que é preciso parar de com o discurso da honestidade. “Ser honesto não é virtude. Ser honesto é um dever de todo cidadão. E nós precisamos parar com esse discurso e pôr em prática, fazer o estado andar”, disparou.

O vice-líder do governo, Leonardo Albuquerque (PSD), assim como Wilson, também defendeu o governador em plenário. “Honestidade é um dever de todos nós. Mas não posso deixar colocarem em dúvida o caráter, a honestidade e a ética do governador Pedro Taques. A corrupção existe desde que o Brasil é um império”, afirmou. 

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

Comentários

Data: 21/05/2016

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: luisodomingues@hotmail.com

Esse tal Wilson é grande idiota, analfabeto político e corrupto. Vive trocando de partido e enrolando a população de Mato Grosso. O negócio de dele é estar no poder. Para o PSDB vale tudo. Para eles o negócio é jogar para baixo do chão. Depois dizendo que o PT e outros partidos é que roubam. Eles roubam o povo desde o período colonial. Agora deram o golpe e querem acabar com todos os projetos sociais a favor da população pobre. O DEM, PP, PSDB, etc .são todos golpistas e querem manter os operários na escravidão. Com certeza irão todos para o inferno quando morrem.

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