20/06/2014 - Debate vai definir candidato da situação ao Governo de MT

Líderes dos partidos que compõem a base governista decidiram, durante reunião na noite de quarta-feira (18), na sede do PR, em Cuiabá, colocar os três pré-candidatos ao Governo “cara a cara” para fazer um confronto de propostas.

A ideia é de que o vice-governador Chico Daltro (PSD), o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) tenham até 30 minutos para apresentar elementos que justifiquem a escolha de seus nomes para disputa pelo comando do Paiaguás.

“Vai zerar o processo e os três terão oportunidade de apresentar o seu projeto eleitoral. Teremos representantes de todos os partidos e, daí, faz-se uma avaliação para podermos decidir quem será o candidato ao governo deste conjunto”, explicou o deputado federal Eliene Lima (PSD). 

O parlamentar acredita que a demora na escolha de um nome pode causar prejuízos para o grupo da situação.

“Precisamos definir esse nome, porque nós temos que ter alguém para poder apresentar para a sociedade como candidato desse conjunto de partidos que têm uma estrutura política forte, tem uma capilaridade forte no Estado. Essa dúvida tem causado prejuízo para esse conjunto de partidos”, completou

A mesma opinião não é compartilhada pelo presidente do PCdoB, Aislan Galvão, que afirmou à imprensa que a pré-campanha dos três postulantes ao Governo já reduziu a possível vantagem que o pré-candidato ao Governo, senador Pedro Taques (PDT), teria, conforme pesquisas de intenção de voto.

“Todos os pré-candidatos fizeram grandes movimentações pelo Estado, nesse último período. Aquilo que a gente chama de pré-campanha foi bem utilizada pelos três postulantes à a vaga. Então, o prejuízo, nesse sentido, foi amenizado”, afirmou. 

 

Já o secretário-geral do PR, deputado estadual Emanuel Pinheiro, garantiu que o grupo não tem ”pressa” em escolher um nome e utilizará os setes critérios estabelecidos, durante reunião na última terça-feira (17), para escolher o candidato.

- Os critérios são: intenção de votos, perfil, momento político, potencial de agregação, conhecimento do Estado, enfrentamento no debate, e melhor nome perante o adversário. -

Mesmo com o debate marcado para a próxima segunda, o grupo descartou definir um nome por meio de votação.

Na visão do vice-presidente regional do PMDB, Márcio Lacerda, uma votação poderia causar um racha no grupo. “A melhor solução é a unidade e essa unidade não se dá excluindo alguém drasticamente”, disse.

Para o deputado federal Valtenir Pereira (Pros) o candidato do grupo situacionista deve ser escolhido ainda na próxima segunda-feira. Já a convenção deve ficar para o dia 30 de junho.

“O eleitor escolhe o candidato através da sua proposta, seu posicionamento no debate e é isso que queremos. Queremos conhecer o plano de governo de cada um, para podermos fazer uma escolha consensual que fortaleça o grupo e possa vencer as eleições”, disse o parlamentar.

Participaram, ainda, da reunião o deputado estadual José Riva (PSD) e o presidente do diretório regional do PT, Willian Sampaio.

Compõe o grupo da situação o PSD, PT, PMDB, PR, PROS e PC do B. 

Vaga ao Senado

O deputado federal Wellington Fagundes (PR) é, até o momento, o único garantido na chapa majoritária governista. Ele foi escolhido em reunião, na noite de segunda-feira (16), para disputar a vaga ao Senado.

A decisão foi unânime e veio após os “flertes” do PR com a oposição e as ameaças de o partido deixar o arco. 

 

 

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

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