20/08/2015 - Juíza diz que foi caluniada e difamada em suspeição

Para o médico, o conselheiro do TCE é, na verdade, “sócio oculto” do ex-deputado José Geraldo Riva que, por sua vez, supostamente seria assessorado pela procuradora do Estado Fernanda Amorim, irmã da juíza.

“Esta magistrada Flavia Catarina Oliveira lamentavelmente mesmo sendo impedida de julgar ação do sócio oculto do ex-chefe de sua irmã, ao invés disso de maneira ultra veloz 48 (quarenta e oito) horas deferiu várias medidas, uma delas, busca e apreensão de um colete que se encontra depositado na Polícia que acolheu como prova das ameaças de morte que sofreu o médico por parte da Polícia e que foi a mando do Conselheiro”, acusou.

Alonso Alves Filho afirmou que os policiais se recusaram a cumprir a busca e apreensão quando ele estava ausente, pois teriam o intuito de “plantar” algo com ele e o prender em flagrante.

“Esta magistrada acolheu pretensões do sócio do ex-chefe de sua irmã para deferir flagrante forjado e o médico sair preso. Inclusive o colete a prova de Balas em poder da polícia foi enviado por uma pessoa que se diz policial e que foi a mando de Antônio Joaquim, agora forja flagrante para prender o médico depois de enviar colete para ameaçar sendo de uso restrito. Isso é uma verdadeira palhaçada. Achávamos que a quadrilha só estivesse infestada na Polícia, mas não, está no Poder Judiciário. (...); Lembrando que a ordem judicial compactuou com Fraude e flagrante forjado, até Droga uma hora vai ser plantada para prender o médico”, dizem trechos da acusação do médico contra a juíza”, dizem trechos do pedido de suspeição.

Alegações “fantasiosas”

A versão dos fatos apresentada por Alonso Alves Filho para tentar a suspeição foi considerada “completamente fantasiosa” pela juíza Flávia Catarina. 

Segundo ela, o fato de sua irmã atuar como procuradora da Assembleia Legislativa desde 1995 não tem qualquer relação com a queixa-crime e “não poderá jamais gerar qualquer parcialidade” por parte dela na condução do processo. 

“Constata-se que os Excipientes preocuparam-se apenas em, de forma açodada, maldosa, irresponsável, leviana, imputar à Excepta fatos inverídicos e até criminosos, caluniando, difamando e injuriando esta Magistrada, que apenas cumpriu o seu dever jurisdicional de fazer cumprir a lei”, reclamou.

Flávia Catarina reiterou que os argumentos do médico não preenchem os requisitos necessários para que seja declarada a suspeição, como, por exemplo, possível amizade ou inimizade com as partes.

“Os Excipientes em momento algum disseram em qual das situações dos seis incisos do artigo de lei referido, se inserem as condutas maldosamente por eles inventadas contra a Excepta! [...] Ora, esta Magistrada não é inimiga dos Excipientes e nem nutre qualquer sentimento desfavorável em relação aos mesmos, e ainda não os persegue, de qualquer forma!”, explicou.

A magistrada ainda afirmou que sua única intenção é aplicar a lei e que não possui qualquer desejo de prejudicar o médico Alonso Alves Filho.

“O que se verifica da petição da Exceção é que os Excipientes tentaram criar um motivo para afastar esta Magistrada do caso presente, no nítido intuito de protelar/tumultuar o processamento da presente ação penal de iniciativa privada, a fim de culminar na prescrição da pretensão punitiva estatal”, afirmou, ao se negar suspeita.

Outro lado

A redação não conseguiu entrar em contato com o advogado Ruy Gonçalves, que faz a defesa do médico Alonso Alves Filho. O ramal do consultório do médico estava ocupado nas diversas vezes em que a redação ligou.

 

 

LUCAS RODRIGUES

DA REDAÇÃO

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