20/10/2015 - Governo de MT decide manter ensino ciclado nas escolas

O sistema de ensino ciclado - onde os alunos não podem repetir de ano e devem acompanhar os colegas segundo a idade - vai permanecer nas escolas públicas de Mato Grosso em 2016. Essa decisão foi tomada após reunião na tarde desta segunda-feira (19.10), no Palácio Paiaguás, entre o governador Pedro Taques, o secretário de Estado de Educação (Seduc), Permínio Pinto, e o secretário-adjunto de Política Educacional, Gilberto Fraga.

Porém, o sistema só se manteve após a decisão de aplicar uma avaliação com os alunos do 2º, 4º, 6º e 8º ano do Ensino Fundamental, e estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio. Uma empresa vinculada à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizará a avaliação, prevista para acontecer no início do ano letivo do ano que vem.

“Essa avaliação vai embasar um diagnóstico, que nos indicará exatamente o tamanho da defasagem de aprendizagem que nos temos nas escolas atualmente e nos norteará que tipo de intervenções teremos de adotar para melhorar o ensino”, comenta o secretário adjunto de Política Educacional.

Após a aplicação da avaliação, as escolas terão dois dias para montar um plano de ação, que se adeqüe às necessidades educacionais apontadas na avaliação. O diagnóstico com os alunos dos ensinos Fundamental e Médio sairá 30 dias após a aplicação. Ele será feito pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), da UFJF, que já realiza a mesma avaliação em outros 22 estados brasileiros. “Apenas Mato Grosso não se interessava por essa avaliação, o que acabou atrapalhando a execução do ensino ciclado no Estado”, acrescenta Gilberto Fraga.

Além de detectar as áreas mais deficitárias dos alunos, a avaliação, segundo o secretário adjunto de Educação, irá apontar as deficiências dos docentes. “Se o aluno não esta aprendendo é porque também tem alguém que não está ensinando. E esse professor não está ensinando, qual o motivo para isso? Falta de conteúdo ou de metodologia? Sendo detectado isso teremos uma política de desenvolvimento profissional, não somente para os docentes, como também para os profissionais da educação”, finalizou.

 

 

 

Luciana Cury

Gcom