20/11/2012 Indigenistas buscam vestígios para ampliar reservas indígenas em Mato Grosso

Antropólogos e indígenas estão percorrendo áreas do município de Santa Cruz do Xingu, no extremo Baixo Araguaia, em busca de vestígios de ancestrais indígenas. A investigação tem como objetivo demarcar territórios ou ampliar eventuais áreas de domínio dos índios. A ação vem causando preocupação entre as autoridades do município, ante a iminência da deflagração de uma das maiores operações de remoção de famílias de terras indígenas em Mato Grosso, envolvendo a antiga Fazenda Suya-Missu, com 7 mil pessoas.
 
A cidade de Santa Cruz do Xingu faz divisa ao Parque Nacional do Xingu que tem quase um milhão de hectares de reserva indígena e abriga diversas etnias, porém segundo o vereador nunca houve vestígios de habitação de índios em Santa Cruz do Xingu. O município tem 5 625,401 km² .  Técnicos indígenas sustentam a existência de territórios de perambulação e áreas imemoriais pertencentes aos índios, passíveis de serem criadas reservas. 
 
A situação foi destacada pelo  vereador Tiago Pantola (PR) ao anunciar que o  Santa Cruz do Xingu está se mobilizando para evitar perda de territórios e até mesmo o risco de um eventual despejo em passa. Ele disse que  antropólogos com indígenas em caminhonetes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) estão entrando em propriedades do município “fortemente armados” em busca de vestígios de ancestrais indígenas.
 
Mas o vereador afirmou que o que for preciso será feito em Santa Cruz do Xingu:  “Se for preciso brigar juridicamente vamos brigar, se for preciso ir pro braço, vamos descer o braço, mas garantimos que índio não entra nas nossas terras”, disse Tiago Pantola. 
 
 O município tem aproximadamente 2 mil habitantes e em sua maioria são produtores que participam do “Projeto Mata Viva” onde tentam coincidir a agricultura com a mata em pé. “Queremos proteger a natureza, mas temos que fazer de forma consciente, pois também temos que alimentar o Brasil”, disse ele. “Vamos agir logo, antes que seja tarde, pois não vamos aceitar índio em Santa Cruz do Xingu e não vamos aceitar viver como estão vivendo a população da Suiá-Missú”, disse. 
 
Nesta terça-feira, 20, está programada  uma audiência publica, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, da qual participam os ministros da Justiça, Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União (AGU), Luiz Inácio Adams, e o Diretor-Geral da Policia Federal, Leandro Coimbra. Eles vão prestar esclarecimentos sobre conflitos envolvendo a demarcação e desocupação de áreas indígenas e a aplicação da tão discutida Portaria 303/12, da AGU, publicada há quatro meses e até hoje ainda não entrou em vigor.
 
Um dos focos dos debates, será a PEC 215/2000 (Proposta de Emenda Constitucional) que defende entre as competências exclusivas do Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas e que tal atribuição não fique tão-somente à mercê do livre arbítrio de órgãos do poder executivo na maioria das vezes pressionados por ongs. Na reunião, a CPI sobre demarcação de terras indígenas também deve entrar nessas discussões. Alguns integrantes da FPA defendem essa CPI.
 
 
Redação 24 Horas News/O Repórter do Araguaia

Comentários

Data: 21/11/2012

De: POSTO DA MATA

Assunto: kara de pau

MAS ESSA CORJA DA FUNAI É MUITO CARA DE PAU... TÃO PROCURANDO SARNA PRA SE COÇAR... E VÃO ACHAR!!!!

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