21/01/2014 - Canarana: Assassinos de Aleic são condenados a mais de 25 anos de prisão

Às 18h00 do dia 28 de Julho de 2.013, em uma estrada vicinal às margens da MT-326, interior de Canarana, Aleic Antunes Silva, 26 anos, foi assassinado por asfixia e facadas. Aleic teve a sua garganta degolada, lesionando a traqueia, esôfago e artérias. Seu corpo foi encontrado a 57 metros do local do crime. Claudiney Junior Blanco, 20 anos, e Carlos Alexandre Pereira de Jesus, 21 anos, foram condenados pela juíza de Canarana no último dia 05/Dezembro. A sentença traz revelações revoltantes.

 

Apesar de a defesa tentar desqualificar o assassinato para homicídio, a Dr. Caroline Schneider Guanaes Simões enquadrou os dois autores pela prática de latrocínio, que é matar para roubar, o que não os leva para júri popular, onde ambos poderiam conseguir penas mais brandas. Para a magistrada, ficou nítido que Claudiney Junior, no afã de ter um veículo equipado, de forma covarde, planejou a morte da vítima, executada por Carlos Alexandre.

 

Consta no processo que Claudiney Junior tentou fazer isso com outras pessoas. A testemunha Sander Soares Silva disse que o acusado tentou comprar o carro do seu cunhado João Marques usando a mesma estratégia que levou Aleic à morte, ou seja, demonstrando interesse no veículo e convidando para irem até a fazenda do seu avô, em Serra Dourada, para a entrega do dinheiro. No meio do caminho, Aleic foi morto. A teste-munha Lucineide Campos Dourado Pereira disse que também recebeu essa proposta de Claudiney Junior. Eles não aceitaram. Aleic, infelizmente, aceitou embarcar no carro com os assassinos.

 

Em depoimento, Carlos Alexandre conta como eles mataram Aleic: “fui no banco de trás; fomos para a chácara do avô dele; antes de chegar passei cabo de aço no pescoço dele; tirei a faca, abri a porta… mandei primeira facada… conseguiu escapar… segurei pela camiseta; dei outra facada; peguei documentos, celular e levei embora”. Carlos Alexandre disse também que quando estava atacando a vítima, Claudiney Junior falou para matá-lo.

 

Conforme a psicóloga do juízo, Claudiney Junior apresenta dificulda-des na obediência das regras e frieza. Já Carlos Alexandre apresenta frieza de caráter, falta de emotividade e dificuldade de ajustamento. Para a magistrada, os acusados, ao invés de adquirir um carro de som e outros objetos de forma honesta, buscaram obtêlos de forma covarde e monstruosa.

 

Diante de todos os crimes em que estiveram envolvidos, Claudiney Junior foi condenado a 25 anos de reclusão em regime fechado. Carlos Alexandre foi condenado a 26 anos de reclusão em regime fechado. Os dois ainda se encontram na Cadeia Pública de Canarana. Suas defesas entraram com recursos para reaver as penas. A magistrada não tinha ainda se manifestado se aceitava ou não os recursos.

 

A tática dos autores foi dizer que tinham comprado o carro, entregue o dinheiro e que Aleic teria dito que voltaria para a cidade de Água Boa. Isso para influenciar a suposição de que Aleic tivesse sido assaltado por conta do dinheiro que recebera e que isso estaria ligado com o seu sumiço. Mas a polícia não caiu nessa mentira.

 

O crime chocou a região. Aleic era morador da cidade de Água Boa e ami-go de Claudiney. Parentes e amigos da vítima ajudaram na localização do corpo. Nas redes sociais, a população demonstrou a indignação quanto ao crime.

 

Água Boa News 

Comentários

Data: 22/01/2014

De: Marina Ostiga

Assunto: Pena branda a esses Vagabundos..

olha Maria prisão perpetua não seria o ideal. mais sim a pena de morte para esses assassino cruel.. Uns vagabundo desse vai parar na cadeia e la ainda tem um monte de direitos,deveres nenhum, come as custa do governo e ainda tem advogado para defender, e quando estão preso querem regalia como se la fosse hotel. Ai vem essa promotora da cidade de Água Boa -mt defender bandidos e incriminar os sofridos agentes prisional que trabalham incansavelmente, para manter esses vagabundos na cadeia.

Data: 21/01/2014

De: Maria

Assunto: é pouco

Fico indignada com a nossa legislação. O Brasil deveria adotar a prisão perpétua e colocar os desgraçados que cometem esse tipo de crime, bem como outros até piores, para quebrar pedra 12 h/dia, construir estradas de ferro, pavimentar nossas rodovias, construir escolas, hospitais e etc. O que acontece hoje? Cumpre-se 1/3 da pena, fazendo no mínimo 3 refeições por dia, balanceadas, não podendo faltar proteínas, carboidratos nem saladas. Tudo isso às custas dos contribuintes. Bandidos vivem melhor nesse país do que os nordestinos, que se arrebentam de trabalhar e nem conseguem alimentar a família, se tornando eternos dependentes das migalhas do governo, que se aproveita da miséria para manter currais eleitorais. As vezes sinto tanta vergonha e revolta de ser brasileira...

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