21/02/2011 - 08h47 Norte Araguaia fecha safra com 800 mil ton de grãos e terras valorizadas

Os cinco principais grupos cultivadores de soja em Mato Grosso compraram -  ou ao menos já demonstraram interesse em adquirir -  fazendas da região, que neste ano plantou 240 mil hectares de soja, 30 mil hectares de arroz e outros 30 mil de milho safrinha, com a expectativa de colher mais de 800 mil toneladas de grãos neste ano. As terras na região valorizaram 100% em cinco anos.

“O grande diferencial é que aqui podemos fazer a integração entre pecuária e agricultura, cultivando duas safras no ano, sendo soja e milho, e soltando o gado na área após a colheita”, explicou Édio Brunetta, empresário rural, do Grupo Itaquera. Ele prevê que a agricultura será o motor propulsor do Norte Araguaia.

Em três anos a área total plantada em um raio de 150 km partindo de Ribeirão Cascalheira para o norte cresceu de 185 mil para 300 mil hectares, mais de 85% de aumento. Seguindo neste ritmo Édio acredita que em 2015 os números se aproximem de 500 mil hectares, passando assim a ser uma área maior que a da “grande Primavera”.

Em números econômicos cada 100 hectares necessitam de um funcionário, ou seja, hoje aproximadamente três mil pessoas trabalham no cultivo de alimentos no norte Araguaia, e esse número deve chegar aos cinco mil em quatro anos. Com média salarial de R$1.500,00 (mil e quinhentos), são movimentados mensalmente no comércio local R$4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil), mesmo não havendo reajustes salariais até 2015, o valor pode chegar a R$7.500.000,00 (sete milhões e quinhentos mil).

Édio Brunetta explica que o transporte ainda é um dos fatores que atrasa um pouco um avanço ainda maior do agronegócio na região, mas que isso tem mudado ao longo dos anos e deve ser resolvido brevemente.

“Há cinco anos era complicado fazer o transporte de grãos no Araguaia, nem tanto pela falta de asfalto, mas principalmente pela fragilidade das pontes. Mais isso tem melhorado, o governo tem investido neste setor e isso tem facilitado o escoamento que acontece principalmente pela BR 158”, declarou.

Para finalizar pedimos que faça uma observação sobre o momento da agricultura no país e Bruneta diz que ela passa por um período de estabilidade, com o preço dos alimentos constantemente subindo o que faz com que as áreas de cultivo aumentem, uma vez que hoje os grãos não serem apenas para alimentos, mas também para o desenvolvimento de combustíveis limpos como os Bicombustíveis e o Etanol.

“É uma tendência de que a procura tem sido maior que a demanda, por isso os preços esse elevam e as produções crescem, não acredito que isso mude nos próximos anos”, finalizou.

Leandro Trindade