21/03/2016 - Fato ocorrido no Araguaia foi à inspiração da marcha “Índio quer Apito”

21/03/2016 - Fato ocorrido no Araguaia foi à inspiração da marcha “Índio quer Apito”

Pouca gente sabe, mas uma das mais conhecidas Marchinhas de Carnaval, o maior e mais famoso evento cultural do mundo, tem uma ligação umbilical com a região Norte Araguaia, em especial com a Ilha do Bananal e com os índios Carajás.

 

A marchinha escrita em 1961, pelos excelentes compositores carnavalescos, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, relata um imbróglio vivido pelo Presidente Juscelino Kubitschek em uma de suas visitas a Ilha do Bananal. 

 

Durante a visita a uma comunidade indígena, Sarah Kubitschek, esposa do então Presidente Juscelino, havia levado muitas bugigangas para agradar aos índios Carajás, e na hora em que ela tentava colocar um colar no pescoço do chefe índio que era bem mais alto do que ela, nesse esforço ela soltou um leve "pum", aí o chefe, inocentemente, ou sacanamente, teria dito a famosa frase que passaria a circular no anedotário do povo carioca, que na época ainda vivia o glamour de ser a capital federal.

 

E foi em cima do fato e aproveitando essa fofocaria do povo, que Haroldo Lobo e Milton de Oliveira driblaram a censura lançando a maliciosa marcha “Índio quer Apito”.

 

Índio Quer Apito

Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito, Se não der, pau vai comer!, Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito, Se não der, pau vai comer!

Lá no Bananal mulher de branco, Levou pra índio colar esquisito, Índio viu presente mais bonito, Eu não quer colar! Índio quer apito!

Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito, Se não der, pau vai comer!, Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito, Se não der, pau vai comer!  

 

www.youtube.com/watch?v=Vqhs3pgx9Ts

 

 

Fonte: AMZ Noticias com Evandro Carlos

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