21/03/2016 - Nove deputados estaduais trocam de partidos em Mato Grosso

21/03/2016 - Nove deputados estaduais trocam de partidos em Mato Grosso

Nove deputados estaduais trocaram de partido durante a janela que abriu espaço para que políticos de mandatos proporcionais (deputados e vereadores) pudessem mudar de partido sem a perda do cargo. A troca foi possível até a última sexta-feira (18).

 

O maior beneficiado com a possibilidade de troca foi o PSD, comandado atualmente pelo vice-governador Carlos Fávaro.

 

A sigla passa de três para seis deputados com a chegada de Leonardo Albuquerque, Ondanir Bortolini, o Nininho, e Wagner Ramos. O primeiro pertencia ao PDT, e os dois últimos ao PR.

 

Outro beneficiado foi o PMDB de Carlos Bezerra. Passam a integrar as fileiras do partido os deputados Emanuel Pinheiro e Janaina Riva. A sigla será a segunda maior bancada do Legislativo, com quatro parlamentares.

 

Outra sigla com quatro deputados é o PSDB, que ganhou a filiação de Baiano Filho, e o PSB, que terá o retorno de Mauro Savi aos seus quadros.

 

Já PSC, que antes não tinha nenhum representante na Assembleia, recebeu a filiação dos deputados Pery Taborelli e Sebastião Rezende, filiados anteriormente ao PV e PR, respectivamente.

O maior prejudicado com as mudanças será o Partido da República (PR), que era a maior bancada da Assembleia, mas, agora não terá mais nenhum representante.

 

Um dos principais fatores que levaram o partido a perder representantes foi o anúncio de desfiliação do senador Blairo Maggi, que deve mudar de sigla ainda este ano.

 

Caciquismo

 

Para o analista político João Edisom, o principal motivo para a queda do PR e aglutinação no PSD se deve ao fato da falta do aspecto ideológico dos políticos. Segundo ele, há uma constante busca por um “superchefe”.

 

“Existe um vício na política que governador ou um grande líder político, enquanto tiver força, arrasta gente com ele em boa parte do seu Estado. Na realidade, boa parte dos políticos mato-grossenses não tem partido, tem cacique, segue um cacique forte. Não existe ideologia nenhuma”, afirmou ao MidiaNews.

 

Portanto, segundo ele, enquanto o PR perdeu seu maior cacique, o senador Blairo Maggi, o PSD conquistou um novo, o vice-governador Carlos Fávaro.

 

“O PR foi formado por membros do PPS que vieram junto com o então governador Blairo Maggi. O Blairo está agora praticamente sem partido, diz que vai para o PMDB, mas não confirmou ainda. Então, o esvaziamento foi por conta das viúvas do Blairo. O PR perdeu uma relação de poder”, disse.

 

“Já o PSD era cacicado pelo José Riva. Ele era o grande poder que existia no Estado, maior até que o governador Silval Barbosa. Com a perda de poder do Riva, houve uma perda de espaço. E seus membros só não migraram para outros partidos porque não podiam naquele momento. Mas com a ida do vice-governador para lá, cacicou de novo o partido”, afirmou.

 

Veja como ficará a composição dos partidos na Assembleia:

 

Bancada do PSD

 

Gilmar Fabris
Zé Domingos 
Pedro Satélite

Leonardo Albuquerque

Nininho

Wagner Ramos

 

Bancada do PSDB

Guilherme Maluf 
Wilson Santos 
Saturnino Masson

 

Baiano Filho

 

Bancada do PMDB

 

 

Emanuel Pinheiro

Janaina Riva
Romoaldo Júnior 
Silvano Amaral

Bancada do PSB

Eduardo Botelho 
Max Russi 
Oscar Bezerra

Mauro Savi

 

Bancada do PSC


Pery Taborelli 
Sebastião Rezende


Bancada do PDT 

Zeca Viana


Bancada do DEM

Dilmar Dal’Bosco

 

Bancada do SD

Zé do Pátio

 

Bancada do PV

Wancley Carvalho

 

 

 

Douglas Trielli 
Da Redação

 
 

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