21/06/2016 - Greve no Indea é mantida e presidente vai cortar pontos

21/06/2016 - Greve no Indea é mantida e presidente vai cortar pontos

A informação do governo do Estado de que os serviços do Instituto de Defesa do Estado de Mato Grosso (Indea) voltariam ao normal nesta segunda-feira (20) não se concretizou na prática. Mesmo com a greve da categoria declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), os servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap) mantiveram a greve e realizam atos em diferentes pontos de Cuiabá ao longo do dia.

Apesar do movimento paredista, a categoria informa que está mantendo os 30% trabalhando conforme determina as leis que dispõem sobre greves de servidores. Por outro lado, o Sindicato dos Fiscais Estaduais de Defesa Agropecuária e Florestal de Mato Grosso (Sinfa) que representa mais de 200 trabalhadores optou pelo retorno ao trabalho. No entanto, o presidente do Indea, Guilherme Linares Nolasco diz que eles estão sendo impedidos de trabalhar pelos grevistas ligados ao Sintap. Os trabalhadores do Sinfa representam 25% dos mais de 900 servidores do Indea no Estado.

No início da tarde, às 14h, os grevistas fizeram uma mobilização em frente ao Indea e depois saíram em carreata pela cidade. Por volta 16h, percorriam a Avenida Fernando Corrêa da Costa em direção ao Centro Político para retornarem ao acampamento. Eles estão de braços cruzados desde o dia 31 de maio reivindicando o pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28% ao passo que o governo mantém a proposta de pagar 6% parcelado em 3 vezes.

A assessoria de imprensa do Sintap confirmou ao Gazeta Digital que nesta segunda-feira o sindicato conseguiu fechar as unidades do Indea em 140 municípios do Estado. “Apenas Alta Floresta que não fechou hoje”, informou. Os servidores agora se preparam para ocupar as galerias da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (21) para fazer pressão e tentar impedir os deputados de aprovarem o projeto de lei enviado pelo governo do Estado que prevê o pagamento da RGA parcelado até 2017.

Troca de acusações e corte de pontos

Ao Gazeta Digital, o presidente do Indea, Guilherme Nolasco informou que após a decisão liminar do Tribunal de Justiça que declarou a ilegalidade da greve, na quinta-feira (16) e a determinação do governo para cortar o ponto de quem não voltar ao trabalho, ele expediu uma a C.I (Comunicação Interna) para que os grevista voltassem à ativa na sexta-feira a partir das 14h. “A determinação do corte de ponto será cumprida”, garante.

“Os trabalhos começaram a voltar à “normalidade” na última sexta-feira (17) em várias unidades do órgão no interior do Estado. As informações foram repassadas a todas a unidades e laboratórios do Indea e várias delas voltaram ao trabalho. O problema é que os que querem trabalhar estão sendo pressionados e impedidos por aqueles que não querem”, diz Nolasco ao reconhecer que algumas unidades do Indea estão abertas com número pequeno de servidores.

Ele informou ainda que nesta segunda-feira solicitou apoio policial em Várzea Grande, Nossa Senhora do Livraento e Poconé. “Foi pedido uma viatura nesses locais porque os servidroes do Sintap estavam impedindo os que querem trabalhar. O Sinfa fez um acordo para retornar ao trabalho na semana passada”. Guilherme solicitou aos responsáveis pelas unidades do Indea nos 141 municípios um relatório para saber quantas unidades voltaram ao trabalho e quantas permanecem em greve.

Outro lado

O Sintap negou a versão do presidente do Indea e garante que ninguém está sendo impedido de trabalhar. “O Sintap, mesmo em greve, está mantendo os 30% e reforçando as barreiras nos postos fiscais e barreiras fixas e volantes”, informou a assessoria.

Ainda de acordo com o Sintap, durante a concentração realizada e frente ao Indea às 14h foi constatado que os servidores do Sinfa estavam trabalhando. “O movimento ficou concentrado lá fora, não impediu e nem atrapalhou ninguém de trabalhar”. De acordo com o sindicato, alguns servidores não consequem trabalhar por questões estruturais mesmo. “E Nossa Senhora do Livramento só tinha um fiscal e ele nem tinha como trabalhar por falta de internet”, exemplificou.

 

 

Welington Sabino, repórter do GD

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