21/09/2015 - Maioria dos federais de MT é contra CPMF; Bezerra e Ságuas são a favor

A maioria dos deputados federais de Mato Grosso é contrária à retomada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Conforme levantamento feito pelo Rdnews, dos oito parlamentares apenas Ságuas Moraes (PT) e Carlos Bezerra (PMDB) apoiam a volta do tributo.

 

Ambos acreditam que a CPMF é importante em razão da crise econômica, como uma forma para o país fazer enfrentamento ao momento. O petista acredita que a proposta deve passar por alterações. “Hoje a CPMF não passa no Congresso. É um assunto que tem rejeição. Ninguém quer votar criação de impostos. No entanto, precisa haver uma compreensão”.

 

Para Bezerra, a volta do tributo é “bem-vinda”, se parte dos R$ 32 bilhões estimados pelo Governo forem destinados à saúde. Além disso, o peemedebista defende que as pessoas de baixa renda sejam isentas da Contribuição. “A situação (do país) hoje é catastrófica. É preciso fazer alguma coisa”, argumenta.

 

A proposta da retomada da CPMF foi apresentada pelo governo federal na última segunda (14). A previsão é que seja cobrado 0,2% de cada movimentação financeira. Cerca de sete governadores da base da presidente Dilma Rousseff (PT) também apoiaram o tributo. Os chefes dos Executivos estaduais querem 0,38% de alíquota para que sejam repartidos com Estados e municípios.

 

O deputado de oposição Nilson Leitão (PSDB) rebate que o Governo está brincando de ser correntista, haja vista que, segundo ele, o aditivo que os governadores conseguirem será repassado a eles, no caso 0,18%. “O bloco de oposição não aceita nada que venha aumentar o tributo. O Governo não faz a parte dele, enquanto não tiver de fato corte na máquina pública”, dispara Leitão, referindo-se aos cortes de Ministérios e cargos.

 

O líder da bancada no Congresso, deputado Ezequiel Fonseca (PP), afirma que não há possibilidade de avançar a proposta no Congresso. “Somos contra o aumento de impostos. A solução precisa atingir o Governo e não a população que, neste caso, será a única lesada”, explica. Para os deputados Fabio Garcia (PSB) e Victório Galli (PSC) a solução para o país sair da crise não é aumentar impostos. Ambos defendem que é preciso diminuir o custo da máquina pública. “A saída é fazer ajuste e aumentar a eficiência na cobrança de impostos. Redistribuir e melhorar a tributação já existente”, ressalta o socialista.

 

O deputado federal Valtenir Pereira (Pros), por sua vez, alega que ainda não tem uma opinião formada acerca da retomada da cobrança do imposto. "Vamos ouvir e dialogar com todos os setores”. Segundo ele, ainda é muito cedo para opinar. Adilton Sachetti (PSB) não foi localizado pela reportagem, mas, segundo Ezequiel, já se manifestou, internamente, contrário à medida.

 

Senado

O senador Blairo Maggi (PR) criticou as novas medidas do governo federal para amenizar a crise econômica no país. Dentro do pacote, está a retomada da CPMF.

 

 

Tarso Nunes

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