21/09/2015 - Guilherme Maluf rebate deputados e afirma que Assembleia não é submissa ao Poder Executivo

O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), rebateu as acusações de outros deputados estaduais de que o Legislativo em Mato Grosso estaria agindo com subordinação ao Poder Executivo, comandado pelo governador Pedro Taques (PSDB). O “fogo amigo” vem de parlamentares insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo Palácio Paiaguás e pelo secretariado, e com o modo como os deputados que dirigem a Assembleia reagem a isso.

Esses insatisfeitos ensaiam a formação de um grupo independente, englobando aproximadamente metade dos 24 deputados, entre oposicionistas e governistas, e começaram a se reunir para discutir como cobrar mais o governo e a Mesa Diretora. Ao Olhar Direto,Maluf afirmou ver a união dos deputados descontentes com bons olhos, mas não concorda com as críticas à atuação da Mesa.

 

“Vejo com naturalidade a formação de um bloco, porque o parlamento é isso mesmo. Eu já fiz parte de bloco independente aqui na Casa e hoje sou governo. Agora, dizer que estamos sendo submissos... Se eu estivesse submisso, eu aceitaria a Adin das emendas impositivas; mas nós estamos na Justiça contra o governo. Se eu fosse submisso, aceitaria essa demora na licitação das ambulâncias, mas fui o primeiro que criticou isso. Se eu fosse submisso eu aceitaria o Decreto nº 01 que o governo baixou [da moratória]. Mas nós criticamos, dizendo que precisava ser derrubado”, pontuou.

O tucano afirmou que, como presidente da Assembleia, tem defendido os interesses do Poder Legislativo. Por outro lado, também pretende continuar defendendo as ações do governo, já que é governista. “Isso faz parte do jogo democrático”, afirmou Maluf. E com a recente adesão de Pedro Taques ao “ninho tucano”, agora o presidente e o governador pertencem ao mesmo partido.

Para Maluf, a própria postura de Taques dá liberdade aos deputados para formarem grupos independentes e atuarem como oposição. “A postura do governador Pedro Taques é um pouco diferente dos outros governadores, pois ele não acha necessário ter a maioria absoluta dentro do parlamento. Ele tem a ideia que os debates são muito importantes, que a oposição é importante. Então ele não quer cooptar ninguém da oposição. Quem quiser ser da situação, que se encaixe nisso”, disse.

Guilherme Maluf destacou, ainda, o fato de a Assembleia ser palco de intensos debates em diversas questões, como ocorreu com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2016. “Nunca vi tanta discussão como houve na LDO. Mais de 100 emendas. Isso nunca aconteceu aqui, uma peça orçamentária ser tão debatida e mexida. Então isso mostra a veia democrática do governador no sentido de aceitar as ações da Assembleia”, concluiu.

 

 

 

Da Redação - Laíse Lucatelli

 

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