21/12/2012 Vendaval traz prejuízos em Cuiabá e VG

Estruturas metálicas ficaram retorcidas, árvores caíram e mais de 30 mil pessoas ficaram sem energia elétrica devido ao temporal

 

Árvores caindo, estruturas metálicas cedendo e trinta mil unidades consumidoras sem energia. Este é o saldo do vendaval, acompanhado de uma forte chuva, que foi registrado na madrugada de ontem (20). Para alguns, os prejuízos da tempestade que atingiu Cuiabá e Várzea Grande ultrapassam R$ 200 mil.

Segundo nota da Rede Cemat, as unidades consumidoras ficaram sem energia por volta das onze e meia da noite e 70% só foram restabelecidas às 3h da madrugada. Por voltas das 11h30, 85% já haviam voltado a normalidade.

A Cemat ainda esclareceu que a maioria das ocorrências foi por conta de queda de árvores, galhos e placas, que causaram rompimento dos cabos. A empresa ainda registrou a queda de oito postes.

A assessoria do Corpo de Bombeiros informou que há registro da queda de 27 árvores e equipes foram enviadas durante a madrugada para fazer o corte emergencial de quatro delas. Ainda informaram que as ocorrências não foram concentradas em um bairro específico, mas foram generalizadas em toda Cuiabá e Várzea Grande. No Parque Mãe Bonifácia, pelo menos 10 árvores foram derrubadas pela força do vento.

Um posto da avenida Miguel Sutil teve toda a sua estrutura metálica atingida pelos fortes ventos. Ao se passar pelo local, pode-se notar que a cobertura entortou, sendo que uma das pontas está encostada no chão.

De acordo com o gerente da unidade, Orestes Franco Borges, 63 anos, será preciso demolir a estrutura metálica atual e trocá-la por uma inteiramente nova. Ele calcula que a obra deverá levar 70 dias para ficar pronta e custará R$ 120 mil. “Mas os clientes vêem o estado que está o posto e passam reto, com medo de que desabe neles”.

Para que a cobertura seja retirada, somente 30% do posto está funcionando, e quando chegar a hora de recolocar a estrutura, a unidade terá que fechar. “Só do que a gente vai deixar de faturar chega a uns R$ 150 mil. Mas foi um acidente, a gente vai fazer o quê?”, disse.

Outra empresa afetada pelo vendaval foi a expresso São Luis, que teve a estrutura metálica, as telhas e parte do muro da entrada afetados pelo vendaval. Quando a reportagem chegou ao local, várias pessoas se aglomeravam para tentar ajudar um ônibus a passar pela entrada metálica prestes a desabar.

Segundo o gerente do local, Manoel Aires Neto, 56 anos, para reparar os estragos será necessário cerca de R$ 6 mil. Ele ainda reclamou da falta de empenho das autoridades em atender as ocorrências, pois de todas as ligações que fez, somente a Rede Cemat veio ao local. “Olha a fiação toda caída aqui no meio da rua. A árvore caiu aqui do lado também, está uma bagunça e ninguém tomou providência”, afirmou, referindo-se a rua Berna, interditada por conta dos caminhões e guindaste que estavam no local.

Além das empresas, as residências também foram afetadas. A dona de casa Meire Garcia dos Santos, 35 anos, mora nas proximidades da avenida República do Líbano e contou que sua residência ficou sem luz até às quatro horas da manhã. “Graças a Deus não entrou água dentro de casa, mas o vento foi forte demais. E caiu muita árvore por aqui, a gente só ouvia os estrondos”.

 

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