21/12/2015 - Advogado diverge de mulher de ex-secretário e deixa defesa

21/12/2015 - Advogado diverge de mulher de ex-secretário e deixa defesa

O advogado Hélio Nishiyama deixou a defesa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Marcelo de Cursi, detido no Centro deCustódia de Cuiabá desde o último dia 15 de setembro.

 

Segundo apurou o MidiaNews, o motivo foram divergências e conflitos com a esposa do ex-secretário, sobretudo, em relação à estratégia para tentar colocá-lo em liberdade.

 

Nishiyama defendia, por exemplo, a contratação de uma banca em Brasília, fato que a família do ex-secretário descartou.

 

O avogado também era contra impetrar habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que negou liberdade a Cursi.

 

Nishiyama entendia não haver viabilidade jurídica. O advogado Helder Antônio Souza de Cursi, irmão do secretário, já acompanhava o caso e, com a saída de Nishiyama, acabou assumindo a defesa do ex-secretário.

 

Ele optou por entrar com habeas corpus no STJ, pedindo a liberdade do irmão.

 

O desembargador Ericson Maranho negou o pedido, nesta sexta-feira (18).

 

Helder Cursi também entrou com o mesmo pedido no STF (Supremo Tribunal Federal). 

 

Marcel de Cursi é acusado de fazer parte de um suposto esquema de cobrança de propina em troca de benefícios fiscais em Mato Grosso.

 

O ex-secretario é apontado como o mentor intelectual do suposto esquema que teria lucrado R$ 2,8 milhões, entre 2011 e 2014, por meio de cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais pelo Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).

 

Pela mesma acusação, também estão presos o ex-secretário Pedro Nadaf e o ex-governador Silval Barbosa.

 

Os pedidos de prisão foram feitos pela Delegacia de Polícia Fazendária (Defaz), após um levantamento em conjunto de dados feito pelo Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos).

 

O Cira é uma força-tarefa permanente composta pela Delegacia de Combate à Corrupção, Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria de Fazenda de Mato Grosso e Procuradoria Geral do Estado, com apoio do Sistema de Inteligência do Estado.

 

 

 

Da Redação

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