22/01/2015 - Maioria dos partos em Mato Grosso é realizada pelo SUS

Mato Grosso registrou 51.229 nascimentos em 2014, sendo 28.144 nascidos pelo Sistema Único de Saúde, cerca de 55% dos casos. Outros 23.085 foram pela rede suplementar. Os dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (Sinasc/SES).

Apesar do índice de partos cesáreos ser alto, 31.730 mil no ano passado − 61,87% do total sendo que 62,6% foram pela rede particular e 37,4% pelo SUS −, na rede pública as gestantes e os médicos tem optado cada vez mais pela prática do parto normal. Em 2014, 19.499 mil partos normais foram realizados no estado, 16.268 mil pelo SUS (83,4%), enquanto que na rede suplementar foram apenas 3.231 mil partos naturais (16,6%).

O quadro apresentado em 2014 vem acompanhando a média dos últimos quatro anos. Em 2013, por exemplo, foram registrados 52.992 mil nascimentos, sendo 31.973 mil pela rede pública e 21.019 pela rede suplementar. No SUS foram 18.456 mil partos normais (57,7%), contra 13.517 mil partos cesáreos (42,3%), e na rede suplementar foram 18.656 mil cesáreos (88,6%) e 2.363 mil naturais (11,2%).

Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma série de medidas de incentivo ao parto normal. Uma resolução do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estabeleceu normas para tentar diminuir o número de partos cirúrgicos na saúde suplementar. Com as novas medidas, as operadoras terão 180 dias para se adaptar às mudanças.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que o total de partos cesáreos em relação ao número total de partos realizados em um serviço de saúde seja de 15%. Esta determinação está fundamentada no preceito de que apenas 15% do total de partos apresentam indicação precisa de cesariana, ou seja, existe uma situação real onde é fundamental para preservação da saúde materna e/ou fetal que aquele procedimento seja realizado cirurgicamente e não por via natural.

 

 

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