22/02/2014 - Delegados não descartam envolvimento de PM em chacina e investigam ligação com a morte de Major

Em coletiva à imprensa na manhã deste sábado (22), os delegados Silas Tadeu Caldeira e Anaíde de Barros da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), declararam não descartar nenhuma hipótese sobre a chacina que ocorreu em Várzea Grande, por volta da meia noite de hoje, que deixou cinco mortos e oito feridos em estado grave. Os delegados destacam que diversas frentes de investigação serão abertas, inclusive para investigar se policiais militares se envolveram no crime como vingança da morte do major Claudemir Gaspareto, na última terça-feira (18). Nas próximas horas, a Polícia Civil deve concluir se há relação ou não entre a chacina e a morte do major aposentado.E

O delegado Silas Tadeu Caldeira informou que toda a cúpula da Polícia Civil com o grupo de inteligência está em busca dos autores do crime. “Podemos classificar o crime como chacina, pois, conforme o levantamento, as vítimas estavam de costas para a parede e foram executadas a tiros, com balas de calibre 12 e 38”, explicou.

Silas também deixou claro que a Polícia Civil não coaduna com este tipo de ação e está em busca de maiores informações que levem ao grupo de extermínio, e por isto, todos serão investigados: policiais civis e militares, civis e facções criminosas, tendo em vista que relataram que os suspeitos chegaram gritando siglas de facção. Porém, os delegados não confirmaram esta informação. “Se está no boletim de ocorrência da Polícia Militar que os suspeitos gritaram isso, então teremos que ouvir formalmente quem atendeu o chamado”, explicou Silas.

Também foi ventilado que no local do crime, marcas de coturno teriam sido identificadas, mas os delegados aguardam a perícia técnica, para confirmação, já que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local para prestar socorro, o que pode ter prejudicado evidências.

“Temos informações diversas do local do crime, mas que não são precisas, e que podem se confirmar ou não, no decorrer da investigação, como essa informação das pegadas de coturno que estão sendo apuradas. Nós trabalhamos com informações precisas, com testemunhas, mas não descartamos nenhuma possibilidade da autoria do crime”, garantiu a delegada Anaíde.

Devido a proporção e repercussão do crime, a Polícia Civil não pode apontar apenas uma linha de investigação. “Queremos dar respostas rápidas a sociedade diante da gravidade do crime”, adiantou Silas Caldeiras, destacando a união de forças da cúpula da PJC. 

A delegada Anaíde Barros não adiantou quais outras linhas poderiam ser investigadas sobre a chacina, para não prejudicar o andamento das investigações. 

Mais de um calibre foi encontrado no local do crime, sendo .12 e .38, e a princípio todas as pessoas que estavam no Bar da Rua 15 no Bairro São Mateus em Várzea Grande, tiveram que virar de costas para a parede. Quanto ao calibre das armas, a delegada Anaíde ressaltou que não é apenas a polícia que utiliza o número 12. “Não temos condição de afirmar nenhuma linha de investigação”, disse a delegada. 

A Polícia Civil também aguarda a recuperação das três vítimas que estão internadas no Pronto Socorro de Várzea Grande, para prestarem maiores informações em depoimento. 

“Não admitimos um crime como esse, e levaremos para a Justiça seja uma facção criminosa, Polícia Militar, ou civis. Só podemos dizer que nenhuma hipótese foi descartada, e nas próximas horas saberemos se há ligação entre essa chacina e a morte do Major”, observou.

Dos cinco mortos, três tinham passagem de polícia, bem como que dos três internados, dois possuem passagem. A delegada destacou que as passagens são por homicídio, entorpecentes e furto. 

Quanto aos suspeitos, estima-se que havia cinco pessoas no veículo, que não foi confirmado o modelo. 

Foram executados Jean de Assunção Pedroso, Douglas de Campos Fernandes, Anderson José Leite da Silva, Sebastiao Carlos de Pinho e Gonçalo Vaz de Campos, e continuam internados o Marlon da Silva Lisboa Jr., Jilvandi Marcelino de Assunção Pedroso e Marcio Santana da Silva Pinho.

 

Marianna Marimon

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