22/04/2015 - STF mantém ação contra ex-governador de MT por homicídios

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou agravo da defesa do ex-deputado de Mato Grosso Júlio José de Campos e manteve naquela Corte a investigação sobre dois homicidíos dos quais o ex-parlamentar, que também já foi governador do estado, é suspeito de ter sido o mandante. Os crimes, cometidos em São Paulo em 2004, teriam sido motivados por uma disputa de terras que teriam pedras preciosas.

 

A ação penal teve início em 2004, no Tribunal de Justiça de São Paulo, estado em que as vítimas - o geólogo Nicolau Ladislau Ervin Haralyi e o empresário Antônio Ribeiro Filho - foram assassinadas. Conforme as investigações, policiais civis e militares executaram os assassinatos, supostamente a mando de Júlio Campos.

 

O então deputado chegou a ser investigado, não foi denunciado por falta de provas. E, após tomar posse em 2011 como deputado federal, a Procuradoria Geral da República começou a apurar o caso. O inquérito está no STF desde 2011.

 

O geólogo foi morto na cidade de São Paulo em julho de 2004 e Ribeiro Filho foi assassinado no mês seguinte no Guarujá, no litoral paulista. O empresário teria vendido a Campos a área da Agropastoril Cedrobom, em Mato Grosso, na qual haveria as pedras preciosas. Mas, conforme as investigações, o imóvel foi registrado em nome de laranjas de Campos. O geólogo trabalhava para a empresa.

 

Conforme a denúncia da PGR ao STF, as duas vítimas foram assassinadas a mando do ex-deputado porque ele queria garantir a posse das terras e esconder a transferência da área para laranjas.

 

Campos despediu-se da vida pública no final de 2014, aos 68 anos. Ele foi deputado federal, senador, prefeito de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, governador de Mato Grosso e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

 

 

G1

 

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