22/08/2012 Cadeia Pública de Canarana é interditada provisioriamente

A Cadeia Pública de Canarana foi interditada por decisão judicial. Desde a semana passada, a Cadeia Pública de Canarana não pode mais receber presos das comarcas de Querência e de Ribeirão Cascalheira que engloba as delegacias de Bom Jesus do Araguaia e Cascalheira. A decisão é da juíza Caroline Schneider Simões. A decisão ficou baseada em informações repassadas pela Defensoria Pública, ressaltando que presos dormem no chão sem colchão nem coberta. Além disso, existe carência grande de estrutura para o banho e higiene pessoal dos presos.

A cadeia pública só poderia suportar 55 presos, mas tem mais de 80. Por 60 dias, a justiça suspendeu o recebimento de novos presos na Cadeia Pública. Enquanto isso, presos em flagrante ou por decisão judicial ficam amontoados em celas provisórias da Delegacia de Polícia, sem as mínimas condições. Segundo documento da Secretaria Estadual da Justiça, a cadeia pública de Canarana não possui estrutura física para abrigar mulheres detidas, especialmente para as condições de higiene e banho que devem ser ofertadas pelo Estado. Os presos em flagrante nos últimos dias nas cidades de Querência, Ribeirão Cascalheira e Bom Jesus do Araguaia estão em celas provisórias nestas delegacias, aguardando posicionamento da Secretaria Estadual de Justiça. O juiz de Querência, Cassio Leite de Barros Netto, determinou que os presos da sua comarca sejam levados para a Cadeia Pública de São Felix do Araguaia. Além disso, fontes extraoficiais disseram que as condições sub-humanas dispensadas aos reeducandos detidos na Cadeia de Canarana são degradantes. As mulheres, por exemplo, tem apenas um pequeno cubículo para as necessidades fisiológicas. Já o banho delas necessita do translado de agentes do estado de uma sala para a outra, por absoluta falta de infraestrutura, podendo causar graves problemas, pelo contato direto entre agentes e reeducandas. A cela onde as mulheres ficam recolhidas provisoriamente tem sol da tarde direto, o que deixa o local com alta temperatura. Segundo a mesma fonte, essa situação é desumana e vexatória, confrontando com os direitos humanos.

 

Texto: com informações do Canarana News

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