22/08/2016 - MPE investiga denúncias de falhas em armas usadas por policiais em MT

22/08/2016 - MPE investiga denúncias de falhas em armas usadas por policiais em MT

As armas usadas por policiais militares e civis em Mato Grosso estariam apresentando defeitos, uma situação que coloca em risco a vida dos profissionais e também das vítimas dos bandidos. O Ministério Público do Estado instaurou um procedimento preparatório de inquérito civil para investigar a suspeita de falhas nas armas compradas pelo governo. O armamento utilizado é da marca Taurus.

Tanto a Secretaria de Segurança Pública quanto a Taurus disseram que não foram notificadas a respeito. A companhia informou ainda que não existem evidências de falhas ou defeitos nos equipamentos fabricados pela empresa e que apenas perícias podem comprovar as causas reais dos supostos incidentes.

“Há casos que os policiais vieram a óbito em que há grande suspeita que no momento que usaram a arma, a arma não disparou”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil do estado, Cledison Gonçalves da Silva.

A Associação de Cabos e Sargentos da Polícia Militar também reclama do material de trabalho. “Nós temos um grupo específico que faz testes nesses armamentos que nós usamos. Então, durante esses testes, é percebida essa falha. Principalmente quando efetua o disparo e acontece o duplo carregamento, no caso, e aí não sai o segundo disparo.”, disse Edilelson da Silva Nazário, presidente interino da associação.

Todo o armamento usado pelas forças policiais de Mato Grosso é da marca Taurus. O MPE deve investigar se as armas utilizadas apresentaram falhas e se o problema pode ser atribuído à qualidade dos equipamentos. Se isso for comprovado, serão tomadas medidas judiciais para obrigar o estado a mudar o fornecedor.

“Se houve problema com a aquisição nacional, o estado poderá e deverá adquirir isso no exterior, de uma marca que ofereça qualidade e ofereça segurança para quem usa e para quem vai ser protegido por esse trabalho policial”, disse o promotor de Justiça Mauro Zaque.


 

 

 

Fonte: G1/MT

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