22/11/2013 - Dossiê apreendido pela PF com Júnior deixa políticos em aflição

Desde o último dia 13, quando agentes da Polícia Federal cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e chegaram ao empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Junior Mendonça, muitas autoridades e agentes públicos não estão conseguindo mais ter sono tranquilo. Acontece que entre tantos documentos recolhidos no apartamento de luxo do empresário do ramo de fomento mercantil, em Várzea Grande, está um dossiê riquíssimo em detalhes. Segundo um advogado que teve acesso aos autos, ali constam diversos nomes de figuras dos meios políticos e empresarial e dos Poderes Constituídos, com relação de empréstimos financeiros e até anotações sobre o destino do dinheiro, inclusive com nomes.

Com temor de, a partir dessa operação Ararath, a PF deflagrar outra por causa dos caminhos do dinheiro sujo abertos pelo dossiê é que alguns secretários de Estado, deputados e outras figuras públicas estão preocupadas. Nos bastidores, o tal dossiê se tornou o principal assunto. Júnior é dono de empresa de factoring e da rede de postos de combustível Amazônia Petróleo. Tanto emprestou dinheiro quanto financiou campanhas eleitorais.

Ele contratou 5 advogados criminalistas, prestou depoimento e foi liberado. Júnior já esteve na cadeia. Foi em 2008, numa operação do Gaeco, sob acusação de formação de cartel no ramo de combustível. Agora escapou da prisão, mas deixou rabo, que pode comprometer muitas figuras graúdas.

Para a PF, que investigava a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro desde 2011, Júnior usava empresas de factoring como fachada para liberar empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado. Os envolvidos não pagaram impostos dos empréstimos, registrando como se fossem descontos e cobrança de cheques. O esquema teria desviado cerca de R$ 500 milhões. A base operacional era a Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande. Foram recolhidos documentos da empresa, do apartamento de Júnior no edifício Maison Paris, no bairro Goiabeiras, na Capital, e ainda em salas no 12º andar no centro empresarial Cuiabá, situado à avenida do CPA.

 

Romilson Dourado

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