22/12/2014 - A competência sempre assusta, diz Janete sobre resistência à indicação

A ex-secretária estadual de Cultura, Janete Riva (PSD), pela primeira vez, comentou a indicação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que gerou polêmica entre grupo político ligado ao governador diplomado Pedro Taques (PDT) e foi “barrada” pela Justiça a pedido do Ministério Púbico Estadual (MPE). A social-democrata afirma que existe temor dos adversários, mas afirma que o tempo irá resolver o impasse. “A competência sempre assusta”, disparou.

Janete sofreu a segunda derrota na Justiça, já que o presidente do Tribunal de Justiça,  Orlando Perri, negou o pedido de reconsideração feito pela Assembleia acerca da indicação ao TCE. Com a decisão, fica mantida a suspensão da sabatina da ex-secretária de Cultura e todo andamento do processo administrativo para indicação. O desembargador já havia negado o pedido liminar apresentado pela Procuradoria do Legislativo contra a decisão de primeira instância, proferida pelo juiz da 1ª Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular da Capital, Luiz Aparecido Bertolucci.

Diante disso, Janete se esquiva e afirma que a briga jurídica é entre o Legislativo e o Ministério Público. A candidata derrota ao Governo nas eleições deste ano ressalta, ainda, que o tempo irá resolver tudo. “Para mim foi uma honra ser indicada pela Assembleia, numa disputa interna. Quebrou o paradigma de sempre alguém do Legislativo ser indicado”, lembra.

Principal articulador para que a  esposa garanta o cargo vitalício, o presidente da Assembleia José Riva (PSD), confessa que já esperava um "complô" para que Janete não assumisse uma cadeira no TCE. O parlamentar  sustenta ainda que o processo teve lisura e seguiu todos os trâmites de uma indicação. “Tem muita gente mais preocupada que ela não seja conselheira do que a própria Janete. Não precisamos de TCE”, disse.

 De todo modo, Riva sustenta que Janete preenche todos os requisitos e que por isso irá até as últimas instancias para reverter o imbróglio. Entretanto, o deputado afirma que existe um plano B, caso a decisão da Justiça em desfavor a sua esposa seja mantida. “Vamos insistir até o momento que achar conveniente. Depois temos um plano B, seria um deputado uma outra pessoa, vai depender de quem a Assembleia escolher”, desconversa o parlamentar sobre uma possível indicação do correligionário, deputado estadual Zé Domingos Fraga (PSD).

 

 

Tarso Nunes e Jacques Gosch

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