23/01/2012 - PF investiga extração de madeira em destamentos do Exército em MT

 

Ainda nas entranhas do 2º Batalhão de Fronteira  que vive rescaldo de uma sucessão de escândalos administrativos por conta das denuncias de falhas administrativas e até desvio de dinheiro, o Ministério Publico Federal, determinou a Policia Federal de Cáceres, investigar a extração, comércio e outros crimes ambientais que teriam ocorrido em áreas dos destacamentos militares situados na divisa com o território boliviano.  Fontes da própria corporação do Exercito dizem tratar-se de um esquema milionário.
 
Praças seriam encarregados de promover a extração das madeiras de lei nessas unidades da fronteira. De acordo com a denuncia, no esquema, a madeira era  posteriormente "esquentada" com notas de empresas especializadas e colocadas no comercio como de origem legal.
 
As investigações já tiveram inicio desde o final do ano passado, os comandantes e militares destacados por ocasião dessas denuncias serão intimados a prestar depoimentos na PF.
Essa situação deixa a organização militar com mais de 70 anos em Cáceres, no foco de escândalos jamais tornados a publico. Tanto que a solenidade de troca de comando, foi cercada de cautela, ocorrida no inicio desta semana.
 
O Batalhão de Fronteira em Cáceres está, em verdade,em ebulição. Em dezembro vazou para imprensa em Cáceres eventuais desmandos administrativos, que segundo, carta remetida ao "Jornal Cacerense", tinha como pano de fundo uma disputa interna entre o subcomandante Getulio Sena Rego com os oficiais chefes de seções, nessa “guerra”.
 
Acabou sobrando para o comandante Moraes Henrique, que teve seu comando encerrado de maneira melancólica e precoce: ele foi chamado em dezembro  no Comando Militar do Oeste, em Campo Grande (MS), sendo determinado a entregar em 21 de dezembro o comando ao seu “imediato” Getulio Sena Rego. Segundo diversas fontes dentro do 2º Batalhão de Fronteira teria atuado firme para derrubar Moraes Henriques até conseguir.
 
 Um dos pivôs dos escândalos seria a empresa “Manamar” que teria sido contratada para executar inúmeros serviços dentro da unidade militar. Todo o processo licitatório está sob investigação, notadamente aqueles em que a concorrente “Manamar” teria vencido.
Moraes Henriques evitou comentar a situação vexatória a que foi submetido. Ele não quis aprofundar no problema, mas pessoas ligadas a ele fizeram questão de reafirmar que o direito de ampla defesa, não foi assegurado ao ex-comandante e que a maneira que se procederam os fatos como de “atropelos”.
 
 
João Arruda/ de Cáceres

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