23/02/2015 - "Se eu não fizer isso, daqui a pouco posso virar réu"

Segundo Taques, daqui para a frente, nenhuma ordem de pagamento será assinada sem que haja a comprovação do serviço prestado e/ou entrega dos bens

 

O governador Pedro Taques (PDT) afirmou que o “pente-fino” nos contratos da gestão Silval Barbosa (PMDB), em execução por seus secretários de Estado, deve ser uma constante também no decorrer de sua gestão.

Segundo ele, daqui para a frente, nenhuma ordem de pagamento será assinada sem que haja a comprovação do serviço prestado e/ou entrega dos bens.

“Eu não vou colocar a minha assinatura em pagamento que não sei se o serviço foi prestado", disse.

Para Taques, a cautela é necessária para se evitar possíveis irregularidades que gerem ações cíveis ou criminais na Justiça de Mato Grosso.

“Se eu não fizer isso, daqui a pouco posso virar réu. Eu não quero ser réu, então não pago. Aí, preciso fazer auditorias. Imagine como vou pagar um contrato de R$ 30 milhões sem saber se o serviço foi prestado. Então, tem que fazer mesmo a auditoria e vamos continuar fazendo”, afirmou.

O governador ainda rebateu críticas de agentes políticos de oposição, e até de aliados, de que estaria focado em fazer auditorias na gestão passada, se esquecendo de pensar no futuro.

“Todos os deputados aliados estão nos apoiando nessas ações. Mas, lógico, já demonstraram impaciência, perguntando se iria ficar só na auditoria... Pedi tranquilidade, porque tudo tem seu tempo e, em pouco mais de 40 dias, não dá para esquecer o que fizeram em muitos anos”, disse. 

“E deputado aliado que crítica isso tem que ter coragem de falar na minha cara. Trocando miúdos é isso, eles não dizem isso quando vem falar comigo, concordam com o que estamos fazendo”, afirmou.

Taques citou recentes entrevistas do senador Wellington Fagundes (PR), que criticou a suspensão de obras no Estado para fazer auditorias.

“Eu vi, recentemente, o senador Wellington fazendo essa crítica... Parabéns a ele, mas eu não tenho nenhuma preocupação com relação a isso. Em pouco mais de 40 dias, você não tem como resolver todos os problemas. Nós estamos pensando o Estado de uma forma macro, não posso jogar o lixo para baixo do trilho, e isso eu disse na campanha eleitoral”, afirmou.

Ações

Apesar de ter decretado a suspensão, por 90 dias, de todos os pagamentos de contratos firmados pelo Estado na gestão anterior, juntamente com uma auditoria, Taques lembrou que já determinou ações emergenciais.

Segundo ele, metade do que foi arrecadado em janeiro foi destinado a obras como, por exemplo, tapa-buraco em rodovias.

“Mesmo com essas auditorias, fizemos as ações emergências. Determinamos na área da Saúde os repasses para os municípios. Na Segurança Pública, temos 45 operações em 100 dias e alguns crimes que não tinham sido resolvidos, nós conseguimos resolver”, completou.

 

 

Douglas Trielli 

Da Redação

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