23/04/2015 - Advogado de Riva aponta falta de provas e reprise da Ararath pelo MP

Responsável pela defesa do ex-deputado José Riva (PSD), o advogado Rodrigo Mudrovitsch avaliou que os depoimentos realizados nesta quarta-feira na 7ª Vara Criminal de Cuiabá não comprovam o envolvimento do ex-presidente da Assembleia nas fraudes investigadas na “Operação Imperador”. Nesta quarta-feira, foram colhidos depoimentos do empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, Tatiana Laura da Silva Guedes, Aurea Maria Nassarden e da servidora do Ministério Público Estadual, Edna Aparecida de Matos.

 

De acordo com Mudrovitsch, nenhuma das testemunhas conseguiu ligar o envolvimento do ex-presidente da Assembleia com as fraudes denunciadas pelo Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) nas fraudes de R$ 62 milhões na compra de materiais de expediente. “Nada do que foi dito na inicial foi comprovado aqui hoje. Então, percebo uma grande dificuldade do Ministério Público de comprovar o que sustenta”, declarou.

 

O advogado colocou que a inocência do ex-presidente da Assembleia será comprovada por meio de documentos e de testemunhas, que prestarão depoimentos nos próximos dias 23, 24, 27 e 28 de abril. “Vamos provar que não era ele que contratava as empresas, que ele não conhecia os donos das empresas, não era ele que atestava a entrega dos materiais, nem autorizava os pagamentos. Ou seja, ele não tinha nenhuma relação com os fatos aqui narrados”, frisou.

 

O jurista afirmou que a estrutura da Assembleia Legislativa contava com pessoas em cargos diretivos que tinham autonomia para executarem serviços. “Você não pode presumir que a pessoa do presidente controla tudo na Assembleia, de papel higiênico a Proposta de Emenda Constitucional do Estado”, disse.

 

Em relação ao depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, confirmando a realização de empréstimos na ordem de R$ 10 milhões, sendo que R$ 6 milhões ainda não foram pagos, com o ex-deputado não confirma a existência de fraudes. “Os empréstimos dele eram para uso pessoal. Ele tinha lastro e atividades para isso. E o próprio Junior Mendonça não pôde afirmar que houve vínculo com verba pública e que, de fato, não existe esse vínculo”, assinalou.

 

Além disso, o jurista destacou que a relação entre Mendonça e Riva já é alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal na “Operação Ararath”. “Eu não quero crer que aqui seja uma reprise da Operação Ararath. O depoimento do Junior Mendonça não tem relação alguma com a Operação Imperador”, comparou.

 

 

Da Redação

 

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