23/06/2015 - Advogado diz que estudante não sabia que havia atropelado gari

23/06/2015 - Advogado diz que estudante não sabia que havia atropelado gari

O advogado Artur Barros Freitas Osti, que defende a estudante cuiabana Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, acusada de atropelar dois garis no Centro de São Paulo, na madrugada do último dia 16, emitiu uma nota à imprensa sobre o episódio.

Ele confirmou que a estudante, se envolveu em uma colisão enquanto dirigia seu veículo na Avenida São João, esquina com a Avenida Duque de Caxias, na cidade de São Paulo.

Segundo Osti, logo após a colisão, Hívina acionou ligou para o 190, sendo orientada pela Polícia Militar a se dirigir à delegacia mais próxima de sua residência para relatar o ocorrido. 

"Chegando na Delegacia, ela foi orientada a se dirigir a outro Posto de Comando mais próximo do local da colisão, tendo, portanto, registrado a ocorrência na 8ª Delegacia de Polícia do Brás", diz a nota.

O advogado afirmou que ela não sabia ao certo o local em que os fatos haviam ocorrido, "somente sabendo informar, naquele momento, que se tratava do Centro da cidade. Outrossim, não soube precisar em que havia colidido por ter visto apenas um objeto e um vulto no momento da colisão".

A defesa da estudante afirmou que ela não desceu do veículo, após a colisão, por não saber que havia colidido com uma pessoa. 

"De igual forma, as condições de iluminação do local bem como por se tratar de região de alta periculosidade na madrugada, não ofereciam a necessária segurança a integridade física da declarante para que permanecesse sozinha no local. Assim, tomou imediatamente a medida que estava a seu alcance, qual seja, a imediata comunicação do ocorrido as autoridades competentes", diz a nota. 

 O advogado relatou que, após registrar a ocorrência na 8ª Delegacia do Brás, a estudante foi autorizada, pelo próprio escrivão responsável pela lavratura do Boletim de Ocorrência, a viajar para a cidade de Cuiabá, onde sua família reside e para onde já havia adquirido passagem aérea, com uma semana de antecedência aos fatos.

 Na nota, Artur Barros Freitas Osti disse que Hívina somente tomou conhecimento do falecimento da vítima do acidente pelos noticiários, "quando providenciou imediatamente o seu retorno a cidade de São Paulo, onde já prestou todos os esclarecimentos bem como se colocou a disposição das autoridades para esclarecer qualquer fato sobre o ocorrido".

"Hívena e sua família lamentam profundamente a fatalidade ocorrida com a morte do senhor Alceu Ferraz. Informamos que já entramos em contato com a família da vítima, manifestando nosso pesar e nos colocando a disposição", concluiu o advogado.

Confira a íntegra da nota:

Sobre os fatos veículos na imprensa envolvendo Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, a declarante através de seu advogado abaixo assinado tem a esclarecer que:

1. Na data de 16 de junho de 2015, por volta das 00:00 horas, a declarante se envolveu em uma colisão enquanto dirigia seu veículo automotor na Avenida São João, esquina com a Avenida Duque de Caxias, na cidade de São Paulo - SP.

2. Logo após a colisão, acionou imediatamente o telefone 190, sendo orientada pela Polícia Militar a se dirigir a Delegacia mais próxima de sua residência para relatar o ocorrido. Chegando na Delegacia foi orientada a se dirigir a outro Posto de Comando mais próximo do local da colisão, tendo, portanto, registrado a ocorrência na 8ª Delegacia de Polícia do Brás.

3. Esclarece que não sabia ao certo o local em que os fatos haviam ocorrido, somente sabendo informar naquele momento que se tratava do centro da cidade. Outrossim, não soube precisar em que havia colidido por ter visto apenas um objeto e um vulto no momento da colisão.

4. Frisa ainda, que apenas não desceu do veículo após a colisão por não ter ciência de que havia colidido com uma pessoa. De igual forma, as condições de iluminação do local bem como por se tratar de região de alta periculosidade na madrugada, não ofereciam a necessária segurança a integridade física da declarante para que permanecesse sozinha no local. Assim, tomou imediatamente a medida que estava a seu alcance, qual seja, a imediata comunicação do ocorrido as autoridades competentes. 

5. Após registrar a ocorrência na 8ª Delegacia do Brás, a declarante foi autorizada pelo próprio escrivão responsável pela lavratura do Boletim de Ocorrência a viajar para a cidade de Cuiabá, onde sua família reside e para onde já havia adquirido passagem aérea com uma semana de antecedência aos fatos.

6. Somente tomou conhecimento do falecimento da vítima do acidente pelos noticiários, quando providenciou imediatamente o seu retorno a cidade de São Paulo, onde já prestou todos os esclarecimentos bem como se colocou a disposição das autoridades para esclarecer qualquer fato sobre o ocorrido.

7. Hívena e sua família lamenta profundamente a fatalidade ocorrida com a morte do senhor Alceu Ferraz. Informamos que já entramos em contato com a família da vítima, manifestando nosso pesar e nos colocando a disposição.

Era o que tinha a manifestar.

São Paulo, 22 de junho de 2015.


Artur Barros Freitas Osti

 

 

 

Da Redação

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