23/06/2016 - Diplomas falsos eram vendidos a R$ 2 mil; conselheiro estadual e sócio de escola são alvos

23/06/2016 - Diplomas falsos eram vendidos a R$ 2 mil; conselheiro estadual e sócio de escola são alvos

A Delegacia Fazendária  de Mato Grosso dá apoio na manhã de hoje, 22, a uma operação coordenada pela Polícia Civil do Paraná, para combater uma quadrilha suspeita de falsificação de históricos escolares de cursos de ensino à distância. A operação, que está na segunda fase, foi batizada como 'Volta às Aulas'. Em Mato Grosso, documentos falsos (como histórico escolar, certificado de conclusão do ensino médio) custavam a quantia de R$ 2 mil.

 

A informação foi confirmada ao Olhar Direto pelo delegado fazendário, Lindomar Tóffoli.  Ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso, Paraná e no Rio de Janeiro. Na capital, devem ser cumpridas pelo menos três ordens judiciais. Uma delas foi cumprida em um prédio localizado no bairro Araés, em Cuiabá.  

O conselheiro estadual de educação Edson Luiz de Carvalho, além de Hugo Leonardo Davi, respectivamente, proprietário e sócio do Centro Educacional Cuiabá, foram presos. O secretário da escola, Richelle Rogério de Carvalho Porto, também foi detido temporariamente. No Rio de Janeiro, Michel Cunha do Carmo, que é servidor da unidade escolar de Cuiabá. 

Ao todo, foram expedidos 42 mandados judiciais, sendo nove de prisão temporária, nove de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 24 de busca e apreensão. 

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava da seguinte forma: os alunos interessados pagavam o valor para fazer uma prova em um dos cursos investigados. Na sequência, essas instituições mandavam a prova  e a documentação dos alunos para cinco entidades, entre elas o Instituto Brasileiro de Ensino a Distância (Ibed).

Depois, as entidades criavam uma pasta falsa com históricos escolares e outros documentos e enviava para a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) para a autenticação dos documentos.

A Polícia Civil do Paraná confirmou que a investigação é coordenada pelo delegado Renato Bastos Figueiroa, do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos. Ainda nesta manhã será realizada uma coletiva sobre os resultados da segunda fase da operação. 

10h20 -  Em Cuiabá, o delegado Marcelo Magalhães, do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil do Paraná, confirmou ao Olhar Direto que os supostos envolvidos devem responder por crime de falsificação de documentos. Declarou ainda que foram cumpridas ordens judiciais em três endereços residenciais e ainda na sede do Centro Educacional. 

 

 

 

Da Redação - Patrícia Neves/ Da Reportagem Local - Laíse Lucatelli

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