23/07/2014 - Para Percival, 'Jayme tem razão e se Taques não enquadrar o grupo ninguém vai ficar'

Dirigente do PPS defende que o grupo refaça convite para o senador retomar a campanha e cobra imposição do pedetista como principal líder; vê líderes desunidos e com muita liberdade

O prefeito rondonopolitano Percival Muniz disse nesta terça, em entrevista aoRdnews, que o senador Jayme Campos (DEM) tem razão ao alegar que está sendo traído e isolado e tratado com indiferença dentro do grupo da oposição e, por isso, optou por desistir da disputa à reeleição. Percival revela que conversou com o candidato a governador Pedro Taques e sugeriu que este assuma a rédea e enquadre o grupo, sob pena de surgirem novas crises e enfrentar processo de debandada.

“Qualquer um faria a mesma coisa, inclusive eu. O Pedro precisa exercer e impor sua liderança. O grupo está muito solto. Muitos se sentem escanteados”, diz o presidente regional do PPS. Questionado sobre o fato de ser apontado como um dos culpados pela desistência de Jayme, já que em princípio, ao invés de apoiá-lo, revelou maior simpatia pela candidatura de Wellington Fagundes (PR) ao Senado, Percival assumiu mea culpa, mas avaliou a conjuntura. Explicou que eventual adesão à candidatura de Wellington fora uma discussão feita antes das convenções e que depois que ocorreram outros entendimentos, inclusive com o PR lançando Jota Barreto para deputado federal, o motivou a não mais avançar com Wellington.

Com a experiência de um exímio articulador político e com passagem por outros cargos eletivos, como de deputado federal e estadual, o prefeito alerta que se Taques, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não chamar para si a condução do processo, todos vão ficar expostos e qualquer outro nome que se lançar ficará inseguro. Sugere até que se refaça o convite para Jayme reassumir a candidatura. 

“Eu falei para o Pedro que agora é o Jayme e daqui a pouco é o dele que vai estar na reta. Então, tem de unir todo mundo. O problema está na liberdade demais do núcleo da campanha. O PSB faz o quer, o PPS faz o que quer, assim como os demais”. Para Percival, não será uma campanha fácil e se todas lideranças do grupo composto de 13 partidos não se unirem encontrará mais dificuldades ainda para se chegar ao poder.

Para Percival, o coordenador-geral da campanha, ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti, não tem culpa da crise. Entende que o problema está na liberdade demais dos líderes, o que leva cada um a conduzir o processo da maneira que bem entender.

 

ROMILSON DOURADO

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